sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Os Cães Ladram e a Caravana passa, a República Popular da China soma e segue...
Parece que atribuíram o Nobel da Paz a um dissidente Chinês, a malta fica contente e acha bem... mas a postura do nosso querido Durão Barroso (como líder é o paradigma do estado a que esta Europa chegou) é sintomática, Barroso aplaude Nobel mas não insiste na libertação de Liu Xiaobo.
Aliás de que mais se estaria à espera? Neste momento o primeiro ministro Chinês está de visita à Europa e parece o Pai Natal a distribuir benesses, apoio à economia Grega com investimento directo, promessa de comprar a dívida Grega e apoio a um Euro estável.
Claro que para a China a existência de uma alternativa ao Dolar como moeda de troca no sistema internacional é fundamental (até chegaram a propor a criação de uma nova moeda). Para além disso é a oportunidade óptima para adquirir activos a preço de saldo no continente Europeu, depois do fortíssimo investimento em África e da compra de títulos do tesouro dos EUA a China vira-se para o velho continente quando ele está mais frágil... A ver vamos no que isto vai dar.
Há para mim um dado muito revelador do crescente poderio do Dragão Vermelho, é que a China hoje em dia não apenas produz mais automóveis que os EUA, mas é também o maior mercado mundial. E enquanto EUA e Europa se vão arrastando na crise, no Oriente a expansão continua.
Portanto, os Cães podem ladrar mas a Marcha dos Voluntários segue e cada vez mais alto, sobre a firme batuta do Partido Comunista Chinês!
Até agora a relação China-Ocidente tem sido bem mais complementar que competitiva. Mas creio que a médio prazo essa complementaridade está condenada, é que se nada de extraordinário ocorrer a China em breve será a potencia dominante mundial e a crise actual só veio servir como catalisador para esse processo. Mas isso é se nada de extraordinário acontecer e acho muito difícil que os EUA cedam de bom grado o seu papel de líderes mundiais, até porque isso lhes confere uma série de privilégios inalcansáveis por qualquer outra nação... Está a liderança dos EUA pronta para efectuar uma transição suave? Estão largos sectores da sociedade Norte Americana prontos para abdicar do seu "way of life"??? I don´t think so... pelo menos sem antes estrebucharem bem.
Entretanto o papel da Europa no meio disto é um tanto ou quanto incerto, a única coisa que sei é que "se nada de extraordiário acontecer" será cada vez mais irrelevante no sistema mundial...
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Grécia e Europa - ecos do passado, tempestades futuras!
Há cerca de um ano a juventude Grega ergueu-se em revolta, contra tudo? contra nada? contra o estado a que isto chegou... passado um ano não há dúvidas que, TINHAM TODA A RAZÃO! Podem não se ter sabido exprimir da melhor maneira, mas estavam cobertos de razão ao expressarem a sua revolta pelas ruas de Atenas e por toda a Grécia, basicamente opondo-se a um sistema que não lhes dá perspectivas de um futuro minimamente digno.
Houve quem lhes chama-se Vândalos, se o são, o que chamar aos governantes que enganaram o mundo e o seu povo mascarando as contas públicas? Se o são, que chamar às elites dirigentes Gregas corruptas e em favor do qual se governou nestes últimos anos? Se o são, que chamar aos restantes governos da União Europeia a começar pelos descendentes dos verdadeiros Vândalos, que aplaudem um plano que implica o empobrecimento geral da população Grega, um plano que (tal como aqui!) irá resultar na:
- Diminuição brutal dos recursos disponíveis para o grosso da população, redução drástica do poder de compra e qualidade de vida da generalidade das pessoas;
- Estratificação ainda mais acentuada das nossas sociedades, com uma elite rica e com acesso a bens e serviços de primeira e a restante populaça atirada para uma insegurança e precaridade, não só laboral, mas total (habitação, saúde, alimentação decente, cultura, etc...)!
- Espiral recessiva e de downsizing a vários níveis, mesmo do output industrial... ou seja, pura e simplesmente a procura de vários bens vai se contrair, logo várias indústrias e empresas prestadoras de serviços irão à vida... Dá me ideia que a indústria de massas (fora alguns produtos mais essenciais) vai sofrer um grande recuo, apostando-se cada vez mais em nichos de mercado e produtos especializados para a élite.
Estas últimas conclusões dizem respeito não apenas à Grécia, mas a toda a Europa, porque na própria Germânia existem planos nesse sentido.
O homem que está a levar com gás pimenta nesta manifestação na Grécia (foi a 5 de Março) tem 88 anos, chama-se Manolis Glezos, com 19 anos, em 1941, subiu à Acrópole e derrubou a Bandeira Nazi que lá estava... E este homem que foi torturado e preso por ter desafiado a ocupação Alemã, é agora gazeado por combater o "Programa de Estabilidade" apoiado pela Chancelaria Teutónica, passados 60 anos a história não se repete, mas Evoca-se!
Sim porque a Grécia foi invadida e ocupada pelos Nazis de 1941 a 1944...
E não foi uma ocupação qualquer, simplesmente a ocupação Nazi provocou a última grande fome de que há registo no continente Europeu!!!!!!!!!!!!!!!!
Bem, tendo isto em conta ver deputados e membros do governo Alemão sugerirem à Grécia que venda umas ilhas ou a Acrópole para pagar o Déficit é INACREDITÁVEL... e perigoso, com grande potencial para explodir na cara dos arrogantes que proferiram essas palavras... Não será amanhã, mas estas coisas são de tal formas graves e profundas que não se apagam facilmente, sobretudo quando as coisas daqui para diante vão apenas ficar mais complicadas e difíceis... É que lá está, a malta pode não ter consciência completa e ter uma visão bem articulada do que se está a passar, mas afirmações dessas são grãos de tempestade que se vão semeando (pelo menos se houver uma réstia de dignidade no povo Grego... e tenho ideia que sim).
A Europa está, toda ela, numa encruzilhada, o caminho que as classes dominantes querem trilhar (e foi o que sempre fizeram quando tiveram rédea livre para isso) é o do retrocesso civilizacional, sintetizando, pretendem retirar poder económico, político e social:
- às classes intermédias, reduzindo drasticamente o seu contingente e subjugando as classes profissionais com alguma independência, os sectores da Saúde e Justiça são bons exemplos. A Ideia é que se tornem, ainda mais do que hoje, uma espécie de servos de luxo e capatazes da elite, claro que terão direitos especiais e ficarão acima da populaça, mas o objectivo estratégico é através da sua redução e subjugação torná-la numa espécie de força mercenária ao serviço da reacção;
- o empobrecimento, não só financeiro, mas mesmo cultural em sentido lato, das massas populares (por exemplo quais os resultados que terão o desmantelamento da escola pública e do serviço nacional de saúde?), a destruição das suas organizações (a começar pelos sindicatos, que embora não defendam o conjunto total das massas ainda são um bastião directo para importantes sectores e indirecto para o restante) e basicamente o retorno à condição completamente precária prevalecente no início da Revolução Industrial.
Mesmo que não sejam objectivos explícitos, estas serão as consequências das políticas que estão a ser tomadas. Claro, que como referi, isto não tem apenas consequências económicas, as instituições e a forma de fazer política vão se alterar drasticamente. Nestas circunstâncias as Democracias "well fare state" do pós guerra vão ser estilhaçadas...
Para concluir, deixo uma lembrança e uma conclusão acerca da Europa.
Europa é no senso comum de hoje em dia sinónimo de paz (quase pacifismo) e civilização, aliás aquando da Invasão Norte-Americana do Iraque foi um assunto que veio muito à baila face aos belicosos gringos... E ao vermos aquelas imagens familiares de massacres à catanada em África, bombistas suicidas no médio Oriente, das favelas na América Latina ou das horríveis condições de trabalho na Ásia, essa ideia de Europa como espécie de paraíso civilizacional tende a reforçar-se... Mas será mesmo assim? Bem a verdade é que na história da humanidade nenhum outro continente assistiu a tamanhas barbaridades, crimes, guerras, massacres como a Europa, é que os últimos 60 anos são ímpares na História!!! Desde o século III (fim da Pax Romana com o início das invasões bárbaras) até 1945 a Europa esteve em estado de Guerra intermitente, sendo que em todos esses séculos houve pelo menos uma Guerra de extrema ferocidade (sem contar com os outros conflitos menores, ou entre potências menos importantes), alguns, como o XX, até tiveram duas...
Apesar disso, ou também por isso (agora seria uma longa conversa), a Europa foi, de facto, o Continente onde a massa da população conquistou maior poder e retém grandes tradições de luta e auto-confiança. Por isso mesmo, creio que as próximas grandes revoluções terão como palco a Europa. É que as revoluções não acontecem, ou melhor, não são despoletadas, pelo desejo de conquistar melhorias, as revoluções têm sempre como origem a defesa de direitos que os povos tinham como garantidos... As Revoluções dão-se exactamente quando os povos se apercebem que o mínimo que julgavam que teriam garantido é posto em causa, é aí que as grandes massas se põe em movimento... Ora, é isso mesmo que se vai passar de forma cada vez mais nítida e sem grande margem de manobra na Europa. Mas claro, essa não é condição única para uma Revolução, para um motim sim, mas não para uma Revolução... Para uma Revolução, para além da perda flagrante de posições que motive as massas a lutarem pelo que é seu por direito (o que na Europa é bem mais do que em qualquer outro lado) é preciso um projecto Utópico (é mesmo essa a palavra) que sirva de inspiração para construir um mundo novo sobre as ruínas do velho que já não dá as tais mínimas garantias... Em 1789 o projecto utópico não estava já definido, mas um século de difusão dos ideias do Iluminismo havia deixado uma base sólida, em 1917 os escritos de Marx estavam frescos e existiam grandes movimentos socialistas portadores de uma enorme esperança para grandes sectores da sociedade... E agora?
A ver vamos, não nos esqueçamos que nos anos 30 o resultado da crise foi uma guinada geral para a Direita mais dura, para já direi que o referendo realizado na Islândia teve um óptimo resultado e que depois de uma greve geral muito participada no dia 5 de Março, hoje dia 11, a Grécia prepara-se para nova greve geral que também promete... Neste site há alguma informação sobre o que se passa na Grécia.
Uma coisa é certa...
Marte anuncia a Guerra (ganda som), a questão é qual? Ao menos que seja para fazer avançar o mundo e conquistar maior Liberdade, Igualdade e Fraternidade...
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Breves Notas sobre a ETA e o Estado Espanhol
Recentemente dois presumíveis operacionais da ETA foram presos em portugal, abaixo deixo o comunicado emitido pela Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH). Tem informação relevante de que pouco ouvimos falar, mas antes disso umas breves notas mais gerais:
- O Estado Espanhol, mais recentemente encabeçado por Zapatero, sempre impediu (a última tentativa foi acerca de dois anos...) a realização de um referendo no País Basco para que quem hoje lá vive possa livremente decidir se quer continuar, ou não, a fazer parte do Estado Espanhol (ou do Império Peninsular de Castela...). Os povos têm direito à sua auto-determinação, o que nem sempre implica independência, podem livremente associar-se em federações, mas a questão é que ao Povo Basco nunca foi dada a liberdade de livremente decidir do seu destino. Aliás, dado fundamental! O País Basco foi a única região de espanha que no final dos anos 70 não aprovou a constituição da "transição pacífica", do Estado Fascista de Franco para o "Democrático", enquanto em todas as outras regiões a nova constituição foi recebida de braços abertos, o povo basco rejeitou-a porque lhe negava o direito à auto-determinação.
- Não acho que neste momento fazer atentados seja uma grande estratégia (aliás muitos foram completa e totalmente contra-producentes e só serviram para prejudicar a luta independentista, objectivamente...), a única coisa que conseguem neste momento é provar que ainda existem... Penso que a aposta num referendo, mesmo que não autorizado, ou considerado legal por Castela, seria mais acertada e teria impacto local e internacional... Mas quando a ilegalização de partidos, jornais, manifestações, etc... mantém-se por parte do Império Castelhano é difícil seguir o caminho da PAz, sobretudo quando já há gente que leva muitos anos disto... de qq das formas, neste momento, parece-me que o "caminho da paz" seria o mais produtivo...
- Existem centenas de presos da ETA nas masmorras Castelhanas, existem evidências claras de tortura, aliás a luta suja contra a ETA já teve vários episódios tenebrosos, como os esquadrões da morte GAL! Neste momento, sem conhecer os pormenores da lei portuguesa, parece-me bem não repatriar estes dois Bascos, não tenho a certeza, mas creio que Portugal (e muito bem a ser verdade) não extradita presos para países onde sabe que serão torturados, este é exactamente um dos casos onde há essa certeza...
- Para além de um referendo, uma amnistia geral seria necessária, para os operacionais da ETA, dos GAL e torturadores das masmorras Castelhanas... Para tod@s... Porque há muitos que têm as mãos sujas de sangue, à poix é bébé...
Abaixo segue então o comunicado:
Comunicado da ASEH sobre a detenção de dois supostos membros da ETA
Perante a notícia da prisão, em Portugal, de dois supostos membros da organização independentista basca Euskadi Ta Askatasuna (Pátria Basca e Liberdade), a Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) vem alertar para o facto de haver centenas de independentistas bascos nas prisões espanholas que foram submetidos a métodos brutais de tortura. Este facto foi comprovado pelo Relator da ONU Contra a Tortura, pela Amnistia Internacional e por muitas outras organizações de Direitos Humanos. A extradição destes dois cidadãos bascos configuraria um sério risco para a sua integridade física e psicológica. Com a possibilidade de violação de direitos humanos, esta opção não pode ser senão rejeitada.
Com factos ainda por confirmar, a ASEH espera que não se tenha permitido, como acontece no Sul de França e no País Basco sob administração francesa, a entrada de forças policiais espanholas. Isso configuraria uma grave violação da soberania nacional portuguesa e uma maior submissão à estratégia repressiva do Estado espanhol, depois do acordo entre os dois países para permitir o trabalho de dezenas de polícias espanhóis no nosso território.
A ASEH denuncia também o desaparecimento, há quase nove meses, de Jon Anza, no Estado francês, em circunstâncias ainda por esclarecer mas que fazem prever o regresso ao terrorismo do Estado espanhol sobre independentistas bascos. Durante os anos 80, sob o governo de Felipe González, dezenas de cidadãos bascos foram assassinados por paramilitares a soldo do Estado espanhol.
No passado dia 2 de Janeiro, apesar da ameaça de proibição, cerca de 50 mil pessoas manifestaram-se em Bilbau pelo fim da repressão contra os presos políticos bascos e pela democracia no País Basco. Nela participaram vários partidos e sindicatos. A situação que se vive é largamente ignorada pelos meios de comunicação social. A repressão não se abate apenas sobre militantes da ETA. O Estado espanhol ilegalizou dezenas de partidos, fechou jornais e rádios, proibiu organizações juvenis e proíbe manifestações.
Consideramos que deve ser reconhecido ao povo basco o direito à autodeterminação. Cada povo deve poder decidir o seu próprio futuro. Este é um direito reconhecido pelas Nações Unidas e ignorado pelos Estados espanhol e francês.
--
Associação de Solidariedade com Euskal Herria
borrokabidebakarra@gmail.com
http://www.paisbasco.blogspot.com
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Eleições na Alemanha, Japão e uma boca sobre a Venezuela
Após 50 anos, 50 anos!!! de estar à frente de forma quase inepterrupta no poder (menos um ano em 1993 ou 94) os conservadores finalmente foram desalojados.
Se a mudança será mais que simbólica n sei, mas que algum impacto há de ter mm que só "implícito" disso n há dúvidas, outro dado importante é que foram das eleições de todo o sempre no Japão com maior participação. Aqui estão os resultados eleitorais detalhados.

Mete um bocado de pena que perante isto certos sectores de Esquerda só escolham destacar a hipótese do Die Link se coligar e "trair" a "luta"... Epá mas ao menos na Alemanha há alguma coisa pa trair!!! LOL (estou-me a rir mas isto é sério).
>Die Linke prepara-se para governar com a social democracia
A questão é se no puleiro se manterão fiéis ao seu programa! E essa é a luta que a esquerda consequente do Die Link tem de agora de travar, internamente no partido e na rua, pois só com apoio de rua pode o seu programa ser aplicado! Grandes prespectivas pá luta de classes na Alemanha!
Obviamente q se claudicarem o campo tá aberto pá extrema direita, mas "Alea jacta est"!
Mais importante... isto de q a Europa está a virar à direita é +- verdade como estes resultados o mostram, é interessante que na Alemanha e na França (mesmo eleitoralmente... nas ruas vamos ver o que o outono reserva), o coração da Europa, essa viragem n se verifica, antes pelo contrário.
Bom sinal
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Inglaterra, Alemanha, URSS e França um retrato
Este blog pede o seu nome emprestado aquela que é (do que conheço) a mais completa série documental acerca da segunda guerra mundial, "The World at War", dessa série escolhi quatro episódios que retratam como a guerra foi vivida na frente interna em quatro diferentes países... São extraordinários, percebe-se muito mais acerca da Guerra e do seu desfecho através destes episódios, do que fazendo uma análise detalhada das operações no terreno e da batalha x ou y...
Inglaterra - Livre e Austera
É talvez dos quatro que aqui coloco o que axo mais curioso/interessante, apesar dos bombardeamentos, a II Guerra foi das melhores coisas que aconteceram ao movimento trabalhista e à classe operária inglesa... Tá cheio de pormenores deliciosos, acerca de como era a vida quotidiana e a organização do tecido social, bem como a atitude face ao "galant Red Army" e ao "Uncle Joe"...
III Reich - A Farsa
Os soldados/oficiais Alemães eram, em média, os mais competentes, os mais bem treinados, mais disciplinados e à que dizê-lo, os mais corajosos. Ao nível de equipamento, tirando a Marinha e Aviação (e mm aí é discutível) tinham as melhores armas, sobretudo o armamento do soldado de infantaria e tanques. Os Alemães perderam por causa, basicamente, da péssima logística e inteligência/espionagem... Aliás mm com trabalho escravo, campos de trabalho forçado e uma política completamente autoritária a verdade é que a indústria de guerra da Alemanha/Reich (que vai para além da Alemanha...) nunca atingiu os níveis de mobilização da Inglaterra e da URSS nem dizer... Aliás, aquilo era uma confusão organizativa/logístico e um delírio-hiper optimista ao nível da propaganda, o que dá somado uma grande farsa... Os soldados podiam ser os melhores, mas isso de nada serve sem uma base social sólida e racional.
URSS - Uma Luta Épica, como a Luz venceu as Trevas
Não faço comentários, se o anterior explica pq é q a Alemanha e seus aliados - à pois é, n nos esqueçamos da Roménia, Hungria, Bulgária, Croácia, etc... - perdeu a Guerra, este explica pq, e como, é q os Aliados ganharam.
França - Antes Alemães do que Comunas
Gosto muito da França, este é provavelmente o seu momento mais baixo dos últimos 200 anos... Mais uma vez se mostra que o problema não eram as armas, os soldados ou as tácticas, ou melhor também eram as tácticas, mas estas eram resultado directo da situação político social... A classe dominante Francesa claudicou perante o Nazismo, a esquerda e a sua coluna vertebral (isto n é mencionado mas eu digo pq axo determinante no desfecho dos acontecimentos) o Partido Comunista estavam neutralizados pelo pacto Germano-Soviético... A Burguesia abriu a porta aos Nazis e a esquerda ficou a assistir ao espectáculo... Se n fosse pelo dito pacto, quem sabe, se uma nova e mais poderosa Comuna não teria emergido?
Bem mas isso são os ses da história. Aqui fica mais um testemunho de várias coisas, uma delas é que as classes dirigentes que estão sempre a falar na "Pátria", na "Nação", de "Portugal(ou seja qual for a nação em questão)", são sempre os primeiros a trair a dita "pátria" quando lhes convém... O problema é q há malta q ainda acredita nesses "apelos à camisola".
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Amin Malouf na Gulbenkian, Aviso à Navegação

Pois é, ontem Amin Malouf deu uma grande conferência na Gulbenkian. Grande pela multidão que lá esteve e pelo que disse. Aliás muitas das preocupações que sublinhou face ao presente e futuro da humanidade, sobretudo no início do debate, foram as mesmas que eu com outras palavras e tom transmiti na minha intervenção na VI convenção do BE (quem tem dúvidas pode ter o prazer de revê-la aqui).
Só duas notas, primeiro, foi muito uma perspectiva a partir da discussão da questão Cultural (no seu sentido mais lato), das migrações e do Choque-Encontro de civilizações... Também raspou na questão Ambiental, mas sendo estas dimensões determinantes para a construção de um outro mundo a verdade é que: a economia, sustentabilidade, a produção/distribuição de bens e serviços são áreas incontornáveis e sobre isso a reflexão de Malouf é limitada. De qq das formas subscrevo praticamente tudo o que disse... Sobretudo a tese dele que o mundo nos últimos 20 anos mudou profundamente e a humanidade ainda não criou "regras" e instituições" que permitam, no limite, a sobrevivência da espécie humana neste novo mundo, ainda, sem regras.
Bem ele regras tem, só que não são explicitas e são de tal forma moldadas ao serviço dos interesses do Império e do grande Capital que acabam por ser um autêntico garrote ao desenvolvimento e progresso da humanidade...
A segunda nota é relativa às quatro fontes de esperança que Malouf enunciou, a saber:
- Progresso Científico;
- Emergência do Sul, nomeadamente India e China;
- A União Europeia como modelo/utopia para o governo mundial;
- Obama o Símbolo e o Homem.
Bem, isto dava uma tese de doutoramento pa cada um dos tópicos, com várias nuances subscrevo estes "pilares de esperança", EXCEPTO A PARTE DA UNIÃO EUROPEIA, aí o homem atirou completa e redondamente ao lado, até quando começou por dizer que a UE tinha-se formado como uma associação voluntária de estados livres que pretendiam viver em paz e cooperarem uns com os outros... Vamos ver, um processo voluntário? Quer dizer, depois das duas mais bárbaras e brutais guerras que a humanidade alguma vez assistiu, que foram acima de tudo guerras civis europeias, depois das potências continentais terem sido todas elas derrotadas, estando confrontadas com o novo Império Americano a Oeste e o misto de "perigo Vermelho/imperialismo Russo" a leste, o que é que a França, Alemanha e Itália iriam fazer???
Já aqui lancei várias reflexões sobre a Europa e a União Europeia, 1º, 2º, 3º.
Acrescento apenas isto, a Europa é muita coisa, mas é também o Continente que protagonizou os maiores Massacres, Barbáries, foi palco da maior Violência e das mais devastadoras Guerras. A Europa foi forjada a ferro e fogo, e foi assim que também praticamente subjugou o resto do mundo. E isto são coisas que vêm muito de trás e, muito importante, estão sempre latentes mesmo que achemos que isso "são tempos que já lá vão"... Portanto cuidado, muito cuidado em relação ao futuro e a olharmos para a Europa como modelo quase perfeito de sã convivência entre os povos... Se há coisa que a Europa não é, é ser uma espécie de região idílica, em que a Paz e a Integração Social são valores primordiais...
Aliás se esses valores estão presentes, isso deve-se ao movimento Operário/Popular-Comunista/Socialista/Anarquista que aqui na Europa se desenvolveu e floresceu como em nenhum outro continente.
PS - Também curti a respostas que Malouf deu a algumas Barbaridades ditas pelo António Vitorino (que foi uma espécie de anfitrião da conversa), o Eduardo Lourenço também falou, ou melhor discorreu, pó que ele disse podia ter gasto um quarto do tempo que gastou...
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12:42
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domingo, 28 de junho de 2009
A História dá mergulhos no abismo
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22:12
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sábado, 13 de junho de 2009
Flame & Citron, Sem Tréguas
Este filme estreou cá no cantinho na passada quinta-feira, não vi nenhuma crítica ou artigo sobre isso. Aliás hoje no público,na parte do cinema, nem estava referido como estreia da semana... Está em cartaz nas Amoreiras e no Corte Ingles.
O Filme retrata a História real dos dois mais famosos Resistentes/Partisans (é assim que um alemão a eles se refere) Dinamarqueses. É um filme impressionante e que vale a pena. A realidade supera em complexidade e tragédia qq fantasia...
Aliás, o fime muito me lembrou um livro chamado "Sem Tréguas", de Giovanni Pesci, que por acaso encontrei um ano destes na feira do livro e li avidamente. É o relato de um Partisan Italiano, sobre a luta desenvolvida apartir de 43 contra os Nazis e a República fantoche/fachista de Saló, com alguns flash backs à guerra civil de espanha, onde o autor tb combateu.
Uma das cenas do filme parece tirada desse livro...
Esta brilhante peça de cinema dinamarquês (mais uma) vem num timming perfeito. Viram os resultados das eleições europeias fora de portas? Pois é, recomendo vivamente a leitura do post escrito pelo Nuno Ramos de Almeida que pus aqui.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Sem compromissos
Sem compromissos
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19:19
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terça-feira, 9 de junho de 2009
Vitória

Resultado acima dos dois digítos
Terceira força mais votada
Três deputados eleitos
Na mesa onde estive, a mais concorrida em Arroios, até ficámos em segundo à frente do PS!
Desde as primeiras eleições legislativas do Bloco (prái em 99 ou 2000), onde conseguimos eleger dois deputados que roubaram a maioria absoluta ao PS Guterrista, que o BE não tinha uma Vitória tão importante. Está de parabéns.
Agora tão importante como obtê-la é saber usá-la...
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Incrível Almadense, Bloco em grande
Na quarta, no Incrível Almadense, fui ao comício do Bloco. Foi espetacular. A parte músical esteve a cargo dos "Caja", uma malta com uns cajados que fazia um som e cenário mt bons! No Clip da RTP que aqui coloco eles aparecem.
Mas o melhor mm foi o discurso do Fernando Rosas, no clip do Esquerda sobre o comício passam uma parte da Interveção dele, nesta passagem Rosas dá, para mim, o melhor argumento pa votar no Bloco (para além do trabalho fantástico do Miguel). Não aparece, mas brutal foi tb a maneira como desmontou a conversa da carochinha que a crise foi motivada por "falta de ética de alguns malandros".
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Francisco
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13:23
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sábado, 30 de maio de 2009
O Bloco no seu melhor e pior...
Começo pelo melhor...
Não leio muito a visão, mas por acaso dei com uma e vi um artigo do Freitas do Amaral com uma série de perguntas ao Xico Louçã... A táctica é velha provocar o inimigo para campo aberto e obrigar a revelar alguns (no entender do FA) podres escondidos... Esta semana o Louçã respondeu, sem pápas na lingua, aceitou e subiu a parada. É assim mm! Muito bem Xico.
Agora à pouco por acaso apanhei os tempos de antena (já estava a querer vê-los há algum tempo...), foi este aqui:
Fiquei... Chocado... O que é aquilo??? Sinceramente, deu alguma espécie de loucura colectiva aos responsáveis da campanha?? Tenham santa paciência... Que os tivessem posto no site, que tivessem mostrado nos comícios, mas desperdicar minutos preciosos de tempo de antena com isto??? ainda por cima numa fase em que o BE até nem está a ter muito tempo de antena?
Não percebo, os cartazes estão bons, o material para os jovens n é perfeito mas tb tá bom, este clip... Epá... Não percebo.
O lado bom é este, muitas vezes critico o Bloco por ter medo de correr certos riscos, muitas vezes perante ideias mais ousadas ouço dos aparatchiks a conversa "isso não, com isso só perdemos votos...", bem a próxima vez que ouvir essa conversa já tenho resposta engatada!
Só espero que os outros clips n sejam deste calibre... Pá só pa checar tive a ver o 1tempo de antena, está aqui abaixo, n é o cúmulo da criatividade e combatividade, mas cumpre e cumpre bem. Fiquei um pouco mais aliviado...
A parte do Miguel "on location" defendendo os trabalhadores portugueses imigrantes está muito boa. Os bonecos do tipo do arrastão tb!
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Francisco
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19:43
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Vicissitudes do Processo Histórico - I, Como Roma conquistou o Ocidente
Já antes havia falado do papel da Violência, aqui, aqui e aqui. Recentemente o episódio Vital veio dar nova vida a essas reflexões. A questão é que a violência nunca é um fim, é algo que se deve controlar e medir... minimizar ao máximo, mas é e será algo com que vamos ter de conviver... ainda por algum tempo, pelo menos.
A questão é mais vasta, é de saber onde queremos chegar? Qual a melhor maneira de lá chegar? E para quê lá chegar? Bem... estes documentários (aqui só meto uns clips de 10 minutos) retratam dois episódios da Romanização do Ocidente. Roma, a antiga Roma, foi o modelo a fonte de inspiração para os regimes da modernidade. Sobre as suas ruínas Simon Bolivar jurou consagrar sua vida à AUto-Determinação da América latina(e este é um exemplo entre muitas, de Lutero a Jean Jaque Louis David, muitos foram os que aí descobriram o seu destino)...
Pois vejam como a Europa Ocidental se tornou Romana.
Mas a verdade é que eles deram muito à humanidade...
Cesar e Vercingetorix, Revolta e Conquista na Gália
(é um bocado tótó aqueles dois personagens, mas a história é brutal...)
Boudica a Rainha Guerreira Britânnica, mas as Legiões...
(um bocado nerdish, mas muito fixe, eram 10 000 Romanos contra 200 000 Bretões...)
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terça-feira, 5 de maio de 2009
1 Maio Vital, só mais isto
Não vale muito a pena falar sobre o assunto, este vídeo resume tudo, oiçam o Povo Consciente e não os cronistas da Corte, é o meu conselho para hoje...
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Francisco
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Agitação Estudantil em Barcelona e Roma

Enquanto em França as coisas tão como já expus, ontem em Roma e em Barcelona os ânimos também se exaltaram, com confrontos com a Polícia.
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Francisco
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14:39
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Homens na Luta, dá-lhe Falâncio!
Há pois é, e na França é sempre a bombar!As Universidades em luta há mais de um mês e hoje mais uma jornada de luta!
Revolução Social!
A Banca e o Estado ao Serviço do Povo
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A Conquistar a Rubra Primavera, onde surge o Sol do Porvir
Esta é uma grande música dos Partisans Italianos, o clip abaixo vale mesmo muito apena...
Neste site podem encontrar uma das melhores versões desta canção.
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Francisco
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13:26
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
NPA, fundação do Nouveau Parti Anticapitaliste

Surge no melhor momento, na sociedade em geral há uma abertura a novas (e velhas…heheheh) ideias, o capitalismo é questionado… No sistema partidário o centro está debilitado, Sarkozy é cada vez mais contestado e o PS francês está à deriva… A luta social está em ascensão, vejam estas notícias in loco aqui e aqui.
Neste contexto a velha e digna LCR decide fazer uma aposta forte… Dissolução! (isto em França é diferente... é pa partir é pa partir não andam cá com ai desculpes durante anos a fio...) e criação de um novo partido que retenha os valores essenciais, o património que sabemos nos será útil em qualquer circunstância e desembaraçou-se de alguns lastros, que por mais decisivos tenham sido, hoje já não contam. Parece estar a correr bem as notícias que tenho visto são muito positivas...
Quem encabeça esta nova força é Olivier Besancenau, Carteiro, licenciado ou mestrado em História, sindicalista, que anda de Jeans e Casaco de cabedal. É uma lufada de ar fresco não apenas à Esquerda mas em todo o mapa político francês.
Depois do Die Link na Alemanha surge agora o NPA Francês, fazem parte da mesma corrente histórica que começa a surgir, no entanto têm origens e naturezas um pouco diferente. O NPA é filho do casamento entre a extrema-esquerda Trotskista e os movimentos sociais que surgiram no pós Seatle-99(grosso modo). O NPA tem no seu código genético uma irredutibilidade superior à do Bloco ou Die Link… Será que a estratégia de chegada ao poder cavalgando protestos sociais de alta intensidade está de regresso? Pelo menos o sucesso eleitoral deste novo movimento aparenta ser maior ou igual que quer BE quer Die Link, além disso (pelo menos em relação ao BE) a capacidade de mobilização social é bem maior... A sociedade é outra tb...

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Francisco
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15:02
Labels: Análise Geral, crise, Europa
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Islândia, Governo demite-se!
Na Islândia o governo demitiu-se! A coisa está a aquecer… Entretanto parece que a crise é bem mais grave do que todos pareciam antecipar…
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Francisco
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17:22
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Protestos na Islândia
Ontem foi em Reiquiavique!
Manifestantes em frente ao parlamento envolveram-se confrontos com a polícia… O objectivo é a queda do governo, também se exige explicações ao Banco central sobre o colapso do sistema financeiro Islandês.
Grécia, Letónia, Bulgária, agora Islândia… Entretanto na Inglaterra também houve confrontos violentos, mas em protesto contra a agressão Israelita a Gaza…
Aqui a Manifestação na Amadora, em frente à esquadra no bairro de São Brás, foi um momento Histórico. Mas sobre isso escreverei melhor noutro post, a potencial politização desses bairros, a potencial expressão organizada do descontentamento que aí se vive, tem o poder para afectar de forma decisiva a relação de forças neste país… Mas sobre isso escreverei melhor. Embora já exista alguma coisa escrita sobre o assunto.
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Francisco
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12:36







