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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Morreu Muller Rojas

Há muito que não escrevia aqui... enfim, este é um blog para se "ir fazendo" não para "se fazer", mas há pequenas grandes coisas que nos provocam sobressaltos.

No passado dia 14 morreu o General Muller Rojas, foi o director da campanha de Chavez em 1998, as primeiras eleições para a Presidência  a que Hugo concorreu e com alguma surpresa venceu... Era considerado um dos principais ideólogos do "Bolivarianismo" e do processo em curso na Venezuela. Quando lá fui tive o privilégio de o entrevistar, uma conversa que durou cerca de hora e meia, de facto, se não era o principal ideólogo do Bolivarianismo andava lá perto... Não concordando em tudo com ele (tinha um discurso bastante anti-sindical e "sociedade civil", o que no contexto Venezuelano até se percebe...) era claro que era um grande pensador, bastante lúcido quanto aos problemas que enfrentava o "Chavismo" e todo o processo de transformação social em curso na Venezuela. Na altura era vice presidente do PSUV (Chavez é o Presidente)  e no fundo era quem estava a organizar, ou a tentar, o novo Partido.


A Revolução Bolivariana perdeu um dos seus maiores quadros. E tendo em conta os resultados e impacto do processo venezuelano, a Esquerda Popular e Radical mundial perde um dos seus pensadores mais consequentes...
Aqui vai uma das suas últimas entrevistas. Também deixo aqui um dos programas de rádio que fiz que contém trechos da entrevista realizada, logo no início quem canta o hino é ele ("Gloria al bravo pueblo"), foi gravado num comício de solidariedade com a Bolívia, no dia seguinte seria o referendo para rectificar a permanência no cargo de Evo Morales.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Rumo da Venezuela, Crew Hassan 15 de Abril às 21h



O Rumo da Venezuela - 15 de Abril 21h na Crew Hassan (Lisboa) - Documentário+Debate+Petiscos
Rua Portas de Santo Antão, 159, 1º, Lisboa

"Com os pobres da terra quero a minha sorte lançar". Disse o José Martí, pai da independência de Cuba e poderia ser dito por qualquer um dos membros do Colectivo Tirem as Mãos da Venezuela e da Cooperativa Mó de Vida que estão a organizar este evento com a preciosa e companheira ajuda da Crew Hassan.



Os pobres que se podem ver nas enormes favelas de Caracas que estão neste cartaz, e as mulheres que são as grandes obreiras da Revolução, foram os que reconstruíram casas devolutas, os que se ligaram à electricidade, os que aprenderam a ler e escrever, os que foram a primeira geração de classe baixa a ir a universidade, os que tiveram saneamento básico pela primeira vez, os que fundaram uma cooperativa, os que criaram uma rádio ou mesmo uma televisão de bairro, os que dinamizaram uma associação cultural, os que plantaram árvores e jardins, os que numa poderosa torrente derrotaram um golpe de Estado fascista em 2002, os que ergueram das cinzas a empresa Petróleos de Venezuela S.A., os que estabeleceram laços o movimento camponês em reforma agrária, os que se mantiveram firmes junto aos portões de fábricas ocupadas, e muito, muito mais... todos esses heróis anónimos da Revolução Bolivariana na Venezuela fizeram valer a pena estes anos que o Colectivo TMV tem dedicado à solidariedade com eles, com eles e para eles valeu a pena a Revolução Bolivariana! 
Valeu? E daqui para a frente?


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estudante Chavista Assassinado na Venezuela, a RTP MENTE!!!

A propósito do persistente incumprimento da Lei a RCTV (canal envolvido na orquestração de um golpe de estado e coisas que tais, por bem menos pensem no que aqui aconteceu a Manuela Moura Guedes) viu a sua licença de transmissão ser terminada.

Geraram-se  protestos, como sempre à manifestantes anti e pró Chavista, em Mérida foi um estudante Chavista que foi assassinado, o título do público aqui está:


Caracas rejeita acusações de limitação da liberdade de imprensa

Venezuela: estudante pró-Chávez morto durante protestos violentos contra o regime






E aqui, no Aporrea está um poema em sua memória. Mas agora vejam de que forma transmite a notícia a RTP (no telejornal da 1 e da 2!!!) Impressionante! É que parece que as vítimas são os bandos fascistas que mataram um jovem Chavista e não o inverso.... Como já tinha dito, ao Império nunca faltou pouca-vergonha e toda a lata do mundo para mentir!





sábado, 5 de dezembro de 2009

Viva Chavez e a V Internacional

Chavez apela à formação da V Internacional !!!



 O Processo Revolucionário Bolivariano e a sua Liderança continuam a abrir caminho, já por várias vezes chamei atenção para uma evidência:

- Neste momento, e desde 1999 (data em que ganhou a primeira de mais de uma dezena de eleições sempre consideradas justas por todos os observadores internacionais), a Revolução Bolivariana é o maior desafio ao Imperialismo e ao Capitalismo predador "Neo-Liberal". Não há no mundo processo que rasga mais caminho no sentido de um mundo mais Justo, Igual, Fraterno e Livre.

A Esquerda portuguesa tem muito, muito a apreender com o que se passa pela América Latina, neste rectângulo virado para o mar vivemos num contexto Sócio-Económico bem diferente do Venezuelano, mas uma várias lições devíamos aproveitar,

Menos Cinismo e Cepticismo, mais pensamento inovador! 
Mais vontade de encontrar soluções para alargar os limites do possível e menos desculpas para justificar os fracassos!
Mais Radicalidade no pensamento e acção, bem menos sectarismo!


As declarações do representante do BE foram enfezadas (pelo que li no arigo do DN)...  Sem se colar completamente às declarações de Chavez poderia ter aproveitado a deixa para referir que este é um caminho que tem de começar a ser trilhado...

Entretanto nem que seja por conseguir ter marcado a agenda este chamado valeu a pena. O Processo que ambiciona construir o "Socialismo do Século XXI" (e na pratica o vai implementando!!!!) é o mesmo que agora lança este chamado!

Viva Chavez!

Viva a Revolução Bolivariana e o Socialismo do Século XXI!

Viva a V Internacional!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Honduras, eleições 29 de Novembro - relatório do terreno



Nas Honduras a 29 de Novembro realizaram-se eleições cujo objectivo foi branquear o Golpe de Estado e o terror que a ele se seguiu.

Por cá andaram a brincar às cimeiras e a assobiar para o lado, quando não a contribuir pró branqueamento (e é mais o último caso).

No terreno esteve a Lisa (de quem já publiquei um relato das Honduras pouco após o golpe) da School of the Americas Watch, abaixo coloco um filme com o protesto que ela e outros activistas da SOAW fizeram em frente à embaixada dos EUA nas Honduras. Depois segue o relatório que ela faz da situação no terreno.



ELECTIONS IN HONDURAS: WHITEWASHING A PATH TO A PAST OF HORRORS
by Lisa Sullivan, Latin America Coordinator, School of the Americas Watch

I came to Honduras with the to participate as a human rights observer of the electoral climate in a delegation organized by the Quixote Center. Several delegations converged, connecting some 30 U.S. citizens with  dozens more from Canada, Europe and Latin America.  In the days prior to the elections we scattered to different cities, towns and villages, meeting with fishermen, farmers, maquila workers, labor leaders, teachers and lawyers, as well as those who were jailed for carrying spray paint, hospitalized for being shot in the head by the military, and detained for reporting on the repression. It was, most likely, a bit off the 5-star, air-conditioned path of most of the mainstream journalists who are filling your morning papers with the wonders of today´s elections.

But by the evening of the day of the elections, what we had witnessed in previous days pushed those of us from the U.S. directly to the doors of our embassy in Tegucigalpa. We realized that this place, not the polling stations, was where this horrific destiny of Honduras, and perhaps all of Latin America, was being determined. And so the U.S. citizens among us took our statements and signs and determination there.

We were, indeed, greeted by many: dozens of guards with cameras, some 30 journalists, Honduran police with guns and also cameras, as well as a low flying helicopter that at least made us feel important. While the journalists let us read our entire statement of why these elections should be not be recognized by our government because of the egregious repression, the embassy guards wouldn´t even let us leave our slip of paper. That, in spite of the fact that the embassy´s human rights officer, Nate Macklin,  told our delegation leader to make sure to let him know if there were any human rights abuses.

Any? In each of the many corners of the country visited by the 70-plus international observers, we witnessed the fear, repression, intimidation, bribery and outright brutality of the government security forces (note: we were there to observe the electoral climate, not electoral observers, since we consider the elections to be illegal. Likewise, the UN, OAS, and Carter Center and other bedrock electoral groups boycotted "the event" as many Hondurans called the day.)

As elections were in full swing in the morning, our delegate and nurse practitioner, Silvia Metzler visited Angel Salgado and Maria Elena Hernandez who were languishing in the intensive care unit of the Hospital Escuela in Tegucigalpa . Both had been shot in the head at one of the many military checkpoints, no questions asked. Doctors give Angel a zero possibility of survival and he leaves behind a 6 year old son. Maria Elena has a better chance of recovery, but it will be a long road. She was selling snacks on the side of the road to support her teenage children when caught by military bullet.

Tom Loudon was on the streets of San Pedro Sula when police tanks and water trucks and tear gas canisters attacked a peaceful march of the resistance movement. It took him a long time to find other members of his delegation who had scattered in the frenzy, but they were luckier than two observers from the Latin America Council of Churches who were detained or a Reuters photographer who was injured in the massive display of repression. Dozens of cells phones captured the police beating anyone they could catch with their billy clubs.

The first person I thought of as I awoke on election day was Wlmer Rivero, a fisherman in a small town with the big name of Puerto Grande.  I kept thinking of the fear in his eyes as he relayed how the police have been visiting his house and asking for him, ever since he trekked 6 days on foot to greet a returning President Zelaya. Each local mayor has been asked to put together a list of resistance leaders, and his name was one of 22 from his town. We suggested to Wilmer that he not sleep at home during the electoral days. He called the next day to thank us for our advise. The police had ransacked his  home, and that of many of his neighbors, the night before elections, threatening his life. But, he wondered, what will he do now.

I also thought of Merly Eguigure who I had visited 2 days earlier in a cold and crumbling jail cell, reeking of human waste. She had been captured for having a can of spray paint in her car. Though she was released shortly before elections, she will face trial and probably prison for defacing government property. Merly claims that the spray paint was to be used  in an activity to raise awareness of violence towards women. Perhaps authorities worried that the paint was destined to add a new message to the city walls. Every square inch of blank wall space in the city is covered with powerful graffiti against the coup. In spite of government to whitewash over it, the blank spaces are filled in again within hours.

So, now I wonder what the Honduran people will do to overcome the massive whitewash that just took place in their country.  Not of walls, but of coups. The military coup led by SOA graduates Generals Vasquez Velasquez and Prince Suazo first had a quick bath of whitewash by placing a "civilian¨" leader as the figurative head of government: President of Congress and business mogul Roberto Micheletti. The whitewash used at the moment was mixed ahead of time, and quite abundant. It was the excuse that  Zelaya was preparing a vote to call for his re-election and had to be removed quickly. (Never mind that the consultative vote actually had nothing to do with a re-election. It was a consultative vote to ask Honduras whether they wanted to vote on convening a Constitutional Assembly). I call this first  whitewash the "transformation from military coup to civilian coup".

And now, the second bath of whitewash was even more challenging, especially since the first whitewash proved to be kind of thin and exposed the words from below. Thus, it didn´t really convince many. As a matter of fact, it didn´t convince anyone except the United States government (or woops, maybe they actually helped to stir the first batch), Now, the challenge of November 29th whitewash was to transform the civilian coup into a shining electoral display of freedom, fairness and grand participation so that all the world would say, "wow, that Honduran coup is gone. Now Honduras has a real and wonderful democracy, End of story". 

Except that it´s probably the beginning of a story. One that we thought had been left to rest in Latin America years and years ago. One of fear and repression and deaths and disappearances. We know the litany all too well, and we remember the names of its thousands of victims each November. This year we had to add too many new names from Honduras. And, if our government chooses to recognize these elections, this massive whitewash, I fear that many more names will be read from the stage in front of Ft. Benning next year.  And perhaps not just from Honduras.

So, when I said that I wonder what Hondurans will do in the face of this whitewash what I really wonder is what I will do, what we will do  U.S. citizens. Because, this whitewash will only have the formula to whiten and brighten this military dictatorship if our government chooses to accept the results, as they have indicated that they will likely do.

Today the headlines in most of the U.S. media reiterate the official Honduran statistics that 60% of Hondurans went to the polls yesterday. Our delegates visited dozens of polling stations, finding them almost empty, in most places counting more electoral monitors and caretakers than voters. The resistance movement puts abstention at 65-70%.  Which statistic do we prefer to believe?

I have lived in Latin America since 1977. I was called to stay in this land when I saw how young and idealistic youth such as myself at the time, were being taken from their homes, never returned. Somehow, I felt called to continue the steps they would never take. And so I stayed 32 years. I have witnessed hope rising from the South in the past 10 years, in ways I never dreamed. I have seen efforts of building dignity and sovereignty rise high, inspire millions, and make a difference.

And so, maybe this explains the anger that rose from within me yesterday, in front of the embassy. That anger surprised even me. I am ashamed of our government. Ashamed that we are in great part to blame for pushing this country back 30 years into dark and deadly times. And I worry that Honduras is just the beginning.

--
Lisa Sullivan
Latin America Coordinator
School of the Americas Watch
www.soaw.org
www.soawlatina.org

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solidariedade Venezuela, concentração na 6f e reunião no Sábado


Na sequência do debate realizado no Centro Social da Mouraria o colectivo Tirem as Mãos da Venezuela ganhou um novo fôlego e, sobretudo, conhecemos malta de outras organizações "progressistas" e da própria embaixada Venezuelana.

Estamos a pensar a partir de Outubro lançar e organizar uma série de debates e eventos que procurem, antes de mais, esclarecer e trazer a verdade sobre o que se passa na Venezuela e América Latina um pouco mais ao de cima...

Entretanto, vive-se agora uma redobrada ofensiva contra a Revolução Bolivariana que se desenvolve em várias frentes:
- Bases dos EUA na Colômbia (país de onde regularmente mercenários infiltram-se na Venezuela para provocar desestabilização);
- "Uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade" dizia Goebels ministro da propaganda Nazi, os media main stream continuam a propagandear mentiras e meias verdades, nomeadamente acerca da situação dos media na Venezuela, sobre a nova lei da educação e sobre a alegada proibição de manifestações pacíficas...

Por tudo isto e tudo o mais que um cidadão(ã) da República, consciente e informado(a), se lembrar, realizam-se os seguintes eventos próximamente:

5ªf, dia 3 de Setembro às 15h na Embaixada da República Bolivariana da Venezuela em Portugal (Av. Duque de Loulé, 47 - 4º, Lisboa)

Conferência-debate, o embaixador Luís Rincón falará ali acerca da "Actualidade Latino-Americana, Paz e Progresso". Os interessados devem reservar lugar através do tel. 21 357 3803 ou do emailembavenezlisboacultural@gmail.com

6ªf, dia 4 de Setembro às 11h na Avenida da Liberdade (Lisboa), junto à estátua de Simón Bolivar (mais ou menos a meio, à direita de quem sobe)

Concentração em solidariedade com o Processo Revolucionário e de repúdio aos recentes ataques movidos pelo complexo mediático-oligárquico Venezuelano e Colombiano aliados ao sempre presente... taram! acertaram! Imperialismo Ianqui!

Sábado, na festa do Avante,
- 13h almoço/confraternização no café concerto de Lisboa
- 14h30 Reunião (estão todos e todas convidadíssimos!) junto ao restaurante da Palestina na cidade internacional, a ideia é dar a conhecer o colectivo, fazer um pequeno balanço, e sobretudo, discutir o plano de actividades que andamos a congeminar... É a clássica e acertada fórmula Balanço&Perspectivas.

Saudações Bolivarianó-Revolucionárias!

Abaixo o Imperialismo!

Fora a reacção!

Patria ou Morte, Venceremos!

(Epá n é muito normal em mim, mas sei lá, entusiasmei-me... foi o meu momento cliché hehehe)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Eleições na Alemanha, Japão e uma boca sobre a Venezuela

Após 50 anos, 50 anos!!! de estar à frente de forma quase inepterrupta no poder (menos um ano em 1993 ou 94) os conservadores finalmente foram desalojados.


Se a mudança será mais que simbólica n sei, mas que algum impacto há de ter mm que só "implícito" disso n há dúvidas, outro dado importante é que foram das eleições de todo o sempre no Japão com maior participação. Aqui estão os resultados eleitorais detalhados.
O PC Japonês, manteve o mesmo número de representantes na câmara baixa com perto de 5 milhões de votos... De qq das formas a militância no partido tem se reforçado e sobretudo o "ideal" comunista tem se regenerado últimamente, com livros a recontar velhas estórias de luta de pescadores dos anos 30 e com versões manga de clássicos comunistas a serem lançadas...



De qq das formas 50 anos governado pelo mm partido... Não deixa de dar que pensar... É que se Chavez é isto e mais aquilo e tá no poder há 11 anos o que dizer destes senhores?
Depois vai se a ver e é tudo notícias sem fundamento, mera campanha, já viram este canal de televisão e este jornal venezuelanos? é mt pedagógico e há ainda pior... que dizer da liberdade de imprensa depois de ver isto???? Sinceramente... É preciso mt lata e ignorância (geralmente andam de mãos dadas) pa continuar a difamar o Processo!

Tem piada que nem nunca me lembro de ter lido artigo algum em que se punha em causa, ou se quer se levantava a questão, da saúde democrática no Japão, é que 50 anos no Japão deve ser equivalente a um ou dois na Venezuela, devem ter um calendário diferente, não é? Enfim... É o mundo Orwelliano que nos querem impor.


Na Alemanha vêem mt, mt, boas notícias! O Die Link arrasou! E estamos a semanas de eleições nacionais tb lá... O Die Link está, de facto, a refazer o mapa político e da esquerda Alemão.



Mete um bocado de pena que perante isto certos sectores de Esquerda só escolham destacar a hipótese do Die Link se coligar e "trair" a "luta"... Epá mas ao menos na Alemanha há alguma coisa pa trair!!! LOL (estou-me a rir mas isto é sério).

Num daqueles diálogos porreiros de FaceBook tive esta troca de argumentos:

>Die Linke prepara-se para governar com a social democracia

>O quê? Queria eu que toda a Europa estivesse na situação Alemã!!! Queria eu que fosse a esquerda a polarizar o descontentamento e não os conservadores e a extrema direita. Parabéns ao Die Link pelo excelente trabalho e ainda bem que existe!!! Ou não, o melhor mm era os Nazis e a Merkel a subir (como se passa por muita europa fora), assim pelo menos mantinhamos a nossa pureza... por favor... E digo mais, se fizerem acordos decentes e forem firmes no programa axo uma irresponsabilidade perante as massas n assumirem o poder.
A questão é se no puleiro se manterão fiéis ao seu programa! E essa é a luta que a esquerda consequente do Die Link tem de agora de travar, internamente no partido e na rua, pois só com apoio de rua pode o seu programa ser aplicado! Grandes prespectivas pá luta de classes na Alemanha!
Obviamente q se claudicarem o campo tá aberto pá extrema direita, mas "Alea jacta est"!

>Não percebo como se constrói uma alternativa à CDU e ao SPD servindo de muleta ao SPD. A História dirá qual de nós tem razão.

>Depende do programa que sirva de base a uma coligação... Claro q n em quaisquer condições, mas de que serve subir de 2.3 para 21% se é pa ficara assistir na plateia? Essa é a pergunta q as massas farão, é que elas têem problemas que não podem esperar pelos amanhãs q cantam... O caminho para a revolução implica tb fazer muitos acordos e compromissos... Como aliás foi sempre o caso.

Mais importante... isto de q a Europa está a virar à direita é +- verdade como estes resultados o mostram, é interessante que na Alemanha e na França (mesmo eleitoralmente... nas ruas vamos ver o que o outono reserva), o coração da Europa, essa viragem n se verifica, antes pelo contrário.

Bom sinal

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Honduras, relato do Terreno em primeiríssima mão.


É como disse, a "leiga" dos EUA que foi nossa guia em parte da viagem que fizémos à Venezuela encontra-se nas Honduras! Em seguida ponho directamente o relato que fez da viagem e da situação lá.
______

Greetings from the quiet of the curfew here in Tegucigalpa, Honduras. The curfew has just begun, and the normal rattle of traffic outside this one-star hotel in the heart of the city is silenced.

Three of the seven of our delegation are tapping away at our computers, trying to put down some first impressions of this country that pulled our heart strings and brought us to Honduras, in spite of rather difficult odds of getting here. It took me 3 days from my home in Venezuela via Miami, San Salvador and lots of bus and taxi rides in the wee hours. Laura Slattery, former West Point grad, and SOAW prisoner of conscience bought her ticket to Honduras 2 hours after reading my email in California. Like all of us, she got stuck on Sunday when Honduras closed all its airports, as the president attempted, unsuccessfully, to return to his country. Never one to sit still for long, Laura then jumped on another plane to El Salvador to join me in coming over by land.

Kent Spriggs, human rights lawyer and SOAW activist from Florida made a similar quick decision to join us, and traveled from Atlanta together with Roy Bourgeois and Dan Kovalik of the United Steel Workers.They waited 2 days for the airport in Tegucigalpa to open, finally opted to fly to San Pedro Sula and go by land to the capital. Joe Mulligan, a Jesuit priest in Nicaragua and Tom Loudon of the Quixote Center, also gave us waiting for an air route, and left Managua at 4 a.m. to get here by bus this afternoon.

The 6-hour bus trip from that Laura and I took from San Salvador turned into 10+, due to military road checks and back ups at the entrance to this mountainous capital caused by blocked roads and marches. We got a flavor of the city with our first taxi ride from the bus station. Our driver, a gregarious and enterprising guy, piled several of us in to take us to 3 distant destinations. We got a good glimpse of the city and the massive amounts of graffiti on the walls:" fuera golpistas!" "no mas Pinochilettis" ."Mel te esperamos". As soon as the middle class lady who told us she was grateful to the new president for saving them from communism disembarked, the taxi driver turned to us to say that she was probably mad since Zelaya had raised minimum wages by 60 percent. Welcome to Honduras, a country divided, wounded, stunned and defiant. After converging in our little hotel, the seven of us headed to COFADEH to meet with their director, Bertha Oliva, who has been keeping us in the loop by cell phone reports during this week. Her first words during our dinner were "This is a coup not only to Honduras, but to all of Latin America". Bertha narrated to us the days before the coup. It was becoming clear that winds of change were sweeping through the country, and many of those in power felt threatened.

Joe and I had sensed this only a month earlier, when we visited Honduras and met with Zelaya on an SOAW visit. We were invited to participate in what was, without a doubt, the most fascinating meeting of my 32 years in Latin America. It was a 6 hour frank and open dialogue between the president, several of his ministers and some 30 leaders of the social movement - peasants, workers, indigenous, human rights, women, in which deep issues such as whether to close the Palmarola base, to continue with the free trade agreement, to send troops to the SOA, etc.The president listened, debated, asked questions. I had never witnessed such frank dialogue between such a collection of high government officials and social movement leaders. When I returned to the states, I shared that - while most people were looking elsewhere - such as El Salvador, that Honduras was the most fascinating country in Latin America at the moment. Little did I know.......

However, people like Bertha DID know that something was coming. On the night of June 25th, many leaders of the social movements gathered with the president. He was called to meet with four generals. Upon exiting the meeting, Zelaya told the close group of supporters, with a grave face, that he was going to announce the resignation of the Defense Minister, the destitution of the head of the armed forced (SOA grad Romeo Vasquez) and the cancellation of the consultative vote on the constitutional assembly, to be held on June 28th. The group insisted that he could not eliminate this consultation, that it belonged to the people. Betha said that she was one of them. While she said that as a human rights leader, it wasn't in her position to support or oppose a president, the consultation was something that had elevated the self esteem of the people. There was a sense, for the first time, that they were being taken into account in shaping the direction of their nation. The president agreed, and that night many knew that the coup was sealed. These powerful figures could not allow the consultation to win, as was clear would happen on June 28th.

And, there are so many other stories, but bed calls us. Tomorrow we hope to meet with leaders of the social movements, participate in a scheduled march, try to meet with someone from the U.S.embassy and do some interviews. But mostly, we hope to get a better sense of what Hondurans are experiencing at this moment, and to ask how we can help.
I"ll keep you posted, abrazos from Tegucigalpa, Lisa

Lisa Sullivan

Coordinadora para América Latina
Observatorio de la Escuela de las Américas
School of Americas Watch
Apartado Postal 437 Barquisimeto, Lara
Venezuela
58-251-935-0182

domingo, 5 de julho de 2009

Honduras, The moment of truth...

É chegada a hora, se for verdade o que aqui dizem(200 000 pessoas na Capital), se for, é agora.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Para perceber o que se passa nas Honduras

Estas coisas não são de hoje nem ontem, para se perceber verdadeiramente o que se passa nas Honduras nada como ver este filme... É sobre Oscar Romero e o seu Arcebispado em El Salvador, algumas cenas parecem tiradas do que se está agora a passar nas Honduras... Algumas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Zelaya regressa Quinta às Honduras. No Passaram, Nos otros Passaremos!



Haz click en cualquier video para verlo
Puedes ver otros en radiomundial.com.ve

Vejam o video, ganda Zelaya! Fez um mt bom discurso LOL Convida tb os chefes de estado a acompanharem-no quinta às Honduras, Rafael Correa vai com ele e a presidente do Chile também.

O movimento popular Hondurenho, a ALBA, Chavez, a República e todos os que lutam pelo progresso e emancipação da humanidade estão à beira de assistir a um grande momento. Parece-me que este golpe ainda foi mais mal pensado que o de 2002 contra Chavez, é que estas elitezinhas de merd&% pensam que têm o rei na barriga, pensam que as Honduras são uma coutada sua, mas o seu horizonte pouco vai mais longe que os condomínios fechados onde vivem... Sobreestimam as suas forças e subestimam o poder popular... é o q nos vale!

O Povo Hondurenho, os povos da América (do Chile ao Canadá, passando pelos EUA, o que é inédito, Obama demonstra aqui q é mais do que um mestre de markting...) estão prestes a dar uma grande lição a essas "elites", o melhor é que será também uma lição para as oligarquias da região!

Tem piada q li um comentador dos EUA dizer "toda a classe política, sectores económicos estão contra Zelaya, por isso não será possível reverter este golpe", não é o que estamos a ver, até ao lavar dos cestos é a vindima, mas aceitam-se apostas para o desfecho! É reconfortante ver que os horizontes do possível são, de facto, bem mais largos que os cronistas do regime nos querem fazer crer.

A Telesur e os orgãos de comunicação venezuelanos têm feito um trabalho extraordinário, foram eles que conseguiram romper o "cerco mediático", imagens de telemóvel são melhores que nada, mas nada como uma coisa mais a sério... fica tb a lição.

Está agora a viver-se uma greve geral (aquilo q n aconteceu no Irão, bem, sejamos justos, no Irão era bem mais difícil... a elitezinha Hondurenha n é nada comparada com o regime Faxo-Islâmico Iraniano...) e as organizações populares preparam o regresso do Presidente do Povo, aqui está a notícia desse fantástico portal Aporrea. As fotos abaixo foram daí tiradas,








Mais uma lição, o Zelaya até estava mt longe de ser um "radical de esquerda", as Revoluções n se fazem com propostas maximalistas... Mas sim quando no poder se faz cumprir os compromissos assumidos por mais timídos que sejam (claro q há um minímo). No início da Revolução Russa os SRs acusaram Lenine de estar apenas a cumprir o programa que eles tinham proposto, ele disse "sim, mas nós vamos fazê-lo e n apenas enunciá-lo". É isso, as palavras n sei se são estas exactamente, mas o espírito é esse.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

América Latina Hoje-Conferência, É Já Amanhã


É já amanhã, terça dia 30, às 15h45, no ISCTE a sessão que farei, once more about my trip to venezuela...

Claro que o que se está a passar Hoje não poderá de deixar de ser mencionado... veremos se amanhã as notícias são animadoras...

PS - O outro dia discutia se existiam ou não traidores, bem... a foto dá bem a resposta. Por acaso, também tive uma conversa em que alguém falava contra a "malta da fitinha", tipo os fanáticos de fita vermelha na cabeça... Ontem, e bem, o Rui Tavares colocou uma fita verde no pulso em solidariedade com o movimento popular Iraniano (na Praça Camões houve uma vigília...), o q não faz dele propriamente um radical acéfalo... É o que dá querer por rótulos em tudo...
Se bem q com o passado dos interlucotores (ex militantes do PC) percebo o reflexo pavloviano que lhes provocam certas "imagens"... enfim, é algo a ultrapassar, esses preconceitos...

Para perceber o golpe de Estado

Para perceber o golpe de Estado

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No Pasarán! Golpismo em Marcha nas Honduras



Está a decorrer nas Honduras uma tentativa de golpe de estado, por enquanto ainda vão levando a água ao seu moinho, mas parece que os militares estão a ser isolados no plano internacional, desde Banki mon, até Hillary Clinton e obviamente Chavez e os líderes da ALBA que reunidos em cimeira denunciaram o golpe.



Para além do isolamento internacional parece que nas Honduras, apesar da imposição do estado de sítio, a população protesta e está convocada uma greve geral.
Esta é uma prova de fogo para a ALBA, recentemente (à coisa de um ano) este pequeno país aderiu à organização, se o golpe for revertido será mais um bost às forças progressistas que têm ganho força na América Latina, se for bem sucedido é um balde de água fria e é a credibilidade de um projecto integrador que saí, não diria ferido de morte, mas muito fragilizado.




Veremos se a a greve geral, a mobilização popular e apoio dos aliados conseguem repor a democracia, levantar a censura (que agora está imposta), libertar os presos feitos pelos militares e impor o regresso do Presidente legítimo.

O Tirem as Mãos da Venezuela está a acompanhar a situação de perto e várias organizações de solidariedade já emitiram comunicados, recebi um com estes 5 pontos que me parecem fundamentais:

- Respeito pela democracia hondurenha e pelo seu Chefe de Estado democraticamente eleito.
- Respeito pela vida e liberdade do Presidente Manuel Zelaya, do seu governo e de todos os seus apoiantes.
- Respeito à decisão soberana de realizar uma consulta popular sobre a realização de uma Assembleia Constituinte.
- Os militares devem defender o seu povo e a sua democracia, e jamais a sua oligarquia!
- Por uma América Latina livre de golpes imperialistas e de oligarcas!

Duas notas finais: há uns anos acontecimentos destes eram encarados como inevitabilidades, felizmente hoje em dia há forças suficientes na América Latina para fazer respeitar a República (com R grande e como conceito civilizacional), é por estas e por outras que a Revolução Bolivariana é dos acontecimentos mais extraordinários e positivos da primeira década do século XXI. Também Portugal vive afogado por uma oligarquia semi-parasitária, mas a primeira vez que vi alguém falar disso em público foi o Fernando Rosas em Almada, é uma coisa que cá tb é capaz de cair q nem ginjas. Não somos América Latina, mas...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ali Primera

Conheci Ali Primera na viagem que fiz à Venezuela, vêem se imensos murais com ele e CD´s à venda em bancas, é uma espécie de Zeca Afonso Venezuelano... Morreu em 85 num trágico acidente automóvel, mas a sua obra perdura, é que Chavez não veio do vazio... Aliás não é por acaso que em 2006 ou 2005 a sua obra foi decretada herança nacional.

Mas quem é Ali Primera? Deixo aqui uma colecção de videos com algumas das suas músicas, mas começo com um curto documentário acerca do seu percurso.



O seguinte clip é de um concerto, na Nicarágua, em 1983...



O próximo é uma homenagem a Ho Chi Min



Em seguida Yankees Go Home, má nada! Fez escola lol



Porque sabemos quem são os inimigos, esta é Pró-Black Power



Esta é gira, um diálogo imaginado entre Bolívar e uma criança, sentados à sombra de uma árvore.



E Last but not Least, AlMA MATER, é uma canção brutal, e uma ironia que tenha sido um grupo de jovens universitários Beto-Reaccionários a terem utilizado. Mas como é uma grande canção e no video não meteram nada que me repugne (antes pelo contrário), apesar da proveniência, cá vai, com letra também.



Quieren cerrarte a tu pueblo
con llaves de oscuridad
quieren que construyas máquinas
para matar mariposas
y evitar que vuelen
llevando la luz

Tantas veces han cambiado
tu boína azul
por los absurdos cascos
de un orden feudal
La señora burguesa
quiere que vistas de noche
y que juegues canasta
de espaldas al pueblo
pero, mientras dentro de tu vientre
vayan dos muchachos
tomados de la mano
respirarás la libertad
porque eres un libro abierto
enamorado de su pueblo
un libro abierto
donde se lee lucha
que empezó Eutimio Rivas

Alma Mater
quieren matarte
con flechas de oscuridad (bis)

De nosotros depende
que un silencio oscuro
recubra tus libros
De nosotros depende
que se mueran los niños
en los vientres sin parto
pero te salvaremos
a pesar de tus enemigos
los de afuera y los de adentro
pero te salvarás

Alma Mater
quieren matarte
con flechas de oscuridad (bis)

"Chavez es sintese de un Processo Histórico", aquilo que na venezuela me disse um tipo que dinamizava uma produtora de filmes/documentários comunitária (VocesUrgentes), como braço informativo do poder popular, aliás como componente fundamental do poder popular. Ele dizia "No somos medios, somos interos"

sexta-feira, 5 de junho de 2009

América Latina Hoje


Fui convidado para participar num curso de verão organizado pelo CIES-ISCTE e Casa da América Latina, sobre a "América Latina Hoje". (Aqui está o programa em PDF).

A minha apresentação será dia 30, às 15h45 e será sobre a viagem que fiz, em que basicamente toco um pouco em todos os assuntos (democracia e poder popular, economia, sociedade, partidos e política, internacionalismo...).

Apareçam se puderem!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Debate 5f, 21 de Maio, Centro Social da Mouraria


Oi Pessoal, só um reminder!

Esta 5f, às 19h no Centro Social da Mouraria.

Localização aqui! (Metro Martim Moniz)

O "principal" orador é o Bruno, que esteve 3 meses recentemente na Venezuela, algumas das suas crónicas estão aqui e aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Debate 21 de Maio Centro Social Mouraria



O Debate será numa quinta-feira, dia 21 de Maio, às 19h e há de ter a presença, entre outros, de um jornalista freelancer que teve 3 meses na Venezuela.

O Mapa com a localização do Centro Social da Mouraria está aqui!

Em discussão estarão temas como as conquistas sociais em matéria de educação, alfabetização, saúde, os conselhos comunais, o controlo operário, a autogestão, o socialismo do século XXI, poder popular, a ascenção da esquerda na América Latina e a luta anti-imperialista.

Iniciativa do colectivo Tirem as Mãos da Venezuela, organização de solidariedade revolucionária ligada à campanha internacional Hands Off Venezuela.

segunda-feira, 16 de março de 2009

El Salvador: vitória da esquerda nas presidenciais reforça eixo chavista na América Latina


Assim, sem mais, é o título do Público. Podem ver mais notícias sobre esta recente vitória popular aqui, aqui ou aqui. A esperança continua a varrer a América Latina.

Este blog, deve ser Brasileiro, tem posts interessantes sobre a campanha eleitoral e não só.