Mostrar mensagens com a etiqueta BE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BE. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tempos Extraordinários requerem Convenções Extraordinárias





Há pouco tempo atrás um grupo de militantes do Bloco de Esquerda lançou uma petição para convocar uma Convenção Extraordinária do movimento, sob o pretexto de reabrir a discussão acerca da escolha do candidato presidencial que o Bloco deve apoiar. 
Quando vieram falar comigo senti um profundo alívio... ainda há um mínimo de esperança... Assinei a petição e mesmo que a dita convenção não se realize espero que isto agite as águas.

Quem segue este blog não há de se surpreender. Logo após as autárquicas escrevi sobre a necessidade de uma profunda discussão. Recentemente referi-me àquilo que considero a desorientação estratégica em que vive o bloco. Entretanto a Direcção foge de qualquer discussão mais profunda como Maomé do toucinho, isto com o receio que a coesão do Bloco se estilhá-se assim que se discutam as grandes opções a tomar pelo Bloco de uma forma consequente (ou seja, que das discussões de facto se retirem decisões práticas a implementar no terreno) ou assuntos que vão para lá da banalidade. O problema é que a realidade é impiedosa e adiar as discussões significa apenas que serão tidas sob muito maior pressão e num ambiente bem mais agreste no futuro...

Mas abaixo seguem uma explicação mais explícita do porquê acho tão importante a realização desta Convenção Extraordinária e porque apelo a tod@s @s militantes do BE a assinarem a petição.

Mas antes, um pequeno interlúdio músical, estes SSSC são muita bons...


«O marxismo busca o seu caminho através das brechas da crise desta sociedade, mas parte de uma posição muito minoritária. Rejeita a estratégia das alianças antifascistas para defender uma democracia novembrista, síndroma da Bela Adormecida que continua a imperar em alguma esquerda portuguesa e que paralisa o seu pensamento estratégico»
Herança Tricolor, Francisco Louça

É exactamente porque o Bloco começa a demonstrar fortes sintomas do “síndroma da Bela Adormecida” que uma convenção neste momento faz todo o sentido.
Quando o Bloco surgiu, à mais de dez anos, tinha um grande objectivo a atingir, refazer o mapa da esquerda portuguesa. 
Assumia-se como um misto de movimento/partido que se batia por várias causas, por mais e melhores direitos, contra as mais variadas injustiças. Seria como uma espécie de ponto de encontro para tod@s que se quisessem juntar por esses combates. Mas aqui o plural é importante, é que são combates, não é um combate, ou seja, nunca o Bloco quis apresentar uma espécie de esboço do que seria um regime alternativo à dita “Democracia Novembrista” que cada vez mais se afunda no pântano… A sua escolha foi ir coleccionando propostas e combates singulares.
O tipo de organização e de militância que o Bloco tem (ou não) hoje em dia também foi fruto das escolhas que foram sendo feitas. Dizem que o Bloco tem cerca de 8000 militantes, mas em alguma iniciativa, mesmo comícios, conseguiu o Bloco alguma vez ultrapassar as 3000 pessoas?

O objectivo de refazer o mapa da Esquerda Portuguesa já foi em grande medida atingido, a progredir e não definhar o Bloco precisa de definir novos horizontes. 
Ter apenas uma colecção de causas, algumas propostas e uns quantos discursos irados "do contra" é pouco para apresentar ao Povo, é insuficiente e, de facto, não responde aos problemas do país. É preciso mais. É necessária uma nova República, este regime e a classe dirigente que nos governa e se governa (sobretudo) têm de ser removidos. Isso implica ter uma proposta alternativa, qual é a que temos?
A crise veio para ficar e com ela as tensões sociais não podem se não aumentar, os tempos que se avizinham serão duros. Sem uma organização com o mínimo de enraizamento popular e estrutura o Bloco será facilmente cooptado ou aniquilado.

Em 2006, o timming era ideal, a Direcção do Bloco lançou o que se pretendia ser uma discussão de fundo em que todo o movimento/partido se envolvesse. O que estava em debate era exactamente o “Rumo Estratégico” do Bloco. Era uma fase relativamente calma da vida política nacional e sem eleições à vista. Mas pouco depois do começo promissor esse processo foi rapidamente congelado… Logo após as eleições autárquicas de 2009 algumas vozes dentro do Bloco sugeriram que era tempo de se fazer um bom balanço e se discutirem algumas coisas… Os resultados obtidos nas autárquicas e o facto do CDS-PP ter ficado acima do BE nas legislativas deveriam ter sido sinais de aviso, mas pelos vistos não… 
Parece-me óbvio que quanto mais se adiar a discussão sobre os Rumos Estratégicos que deve o Bloco tomar, piores serão as consequências para o BE e para o mais vasto movimento popular. 
É que não me parece fazer sentido algum apoiar fulano ou sicrano sem antes percebermos bem o que queremos para o País. Vejo a candidatura e a eleição Presidencial como parte de um processo de luta mais vasto, é sobre esse pano de fundo que se deveria tomar a decisão de qual o candidato a apoiar. 
Tenho dúvidas que Alegre seja a melhor escolha se o que desejamos é construir um movimento e um programa (que necessariamente terão de ir para lá do Bloco) capaz de derrubar o regime e substituir a “democracia novembrista” por uma nova República que responda aos problemas da Crise de forma Democrática. A certeza que tenho é que os actuais equilíbrios sociais e políticos são cada vez mais precários e a parte de Abril que ainda há na tal “democracia novembrista” será varrida se não construirmos nós a tal nova República. 
Tenho a certeza também que, neste momento, há uma falta imensa de criatividade e imaginação para encontrar novas soluções e caminhos. É que é exactamente quando as actuais instituições de poder estão mais desacreditadas perante as massas populares, que mais o Bloco, no seu funcionamento e atitude, está mais “institucionalizado”. 
Em cerca de 4 a 5 milhões de Portugueses elegíveis só quem está muito fossilizado é que acha que o BE só tem duas escolhas a fazer...

Por tudo isto considero uma decisão acertada e corajosa lançar este pedido de uma Convenção Extraordinária, não só faz sentido, como é uma discussão adiada à muito e mais do que necessária.

Francisco Furtado, aderente nº 391

PS – Não resisto a um pequeno comentário final, algumas considerações que ouvi acerca desta petição, nomeadamente a sua proveniência, só me fazem lembrar a imagem de um indivíduo super preocupado em afastar uma mosca que zurze à sua volta e que não vê a manada de elefantes que está a vir contra si a toda a velocidade…

PS2- Por falar em "elefantes", já viram estes?


São um caso extremado de "elefantes", a Magyar Gárda, grupo muito semelhante às SA, o partido que apoiam obteve 16,71% dos votos nas eleições para o Parlamento Húngaro...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E pur si muove! "O que fará um Governo de Esquerda Socialista?"


É já neste fim de semana, a ver se é para dar continuidade e construir uma estratégia com cabeça, tronco e membros!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Boys, Boys, Boys... Fim de Regime e Alternativa



Há 10 anos quando fiz parte da Direcção da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, tive o privilégio de assistir às manobras e enfrentar a Boysada do PS e PSD (eram e são iguais). Eram oportunistas, sem referências (a não ser ligeiramente para efeitos de marketing e facilmente cambiáveis), o seu objectivo era a auto-promoção pessoal o seu principal método a subserviência face ao poder instalado (nas Universidades, no Estado e nas Empresas das quais esperavam vir a obter favores).
Lembro-me de falar com um colega que também tava na direcção da AEIST que tinha alguma simpatia pelo PS e lhe dizer:

"As figuras mais antigas do PS tinham referências, passaram pelo combate à ditadura, exílio, viveram o PREC, não estou nesse lado na luta mas reconheço que têm alguma profundidade e raízes... Mas estes agora que conhecemos, esta nova geração, não tem nada, só está aqui para se encher à custa de tudo e todos"

Passados 10 anos vemos o que é esta nova geração sem princípios ou referências algumas a chegar ao topo do poder ...  Gente que desde que chegou à Universidade (e alguns já vinham do secundário com essa escola...) e desde aí foi só safar-se à base de esquemas!!! Falsificar eleições, marcar datas de eventos eleitorais de forma a impedir concorrentes de participarem, desviar fundos das associações para empresas paralelas, difamar os adversários com as mais vis mentiras e sobretudo, nunca assumir nada, nenhuma crítica... Quando alguma coisa se aponta a defesa é sempre o ataque, uma lata descomunal! E claro a constante procura de artifícios para-legais para lixarem os outros... Esses meninos, agora já a passar dos trinta já não "brincam" com as AEs, agora é com o próprio Estado!!! A República está a saque! E se esta gente não for parada só vai continuar e aumentar!


Mas continuar, desta forma, a médio prazo parece-me insustentável, a questão é qual será a alternativa a este regime semi-mafioso e esta elite chico-esperta de vão de escada. O PP e Paulo Portas não dormem (estou farto de avisar), têm sido a oposição mais consequente e estão a facturar com este caso. A boca que o Paulinho mandou acerca de um Boy que ganha mais de um milhão de euros pa fazer recados ao Poder foi muito bem metida e aproveitam para fazer campanha ideológica contra o Estado, ou seja, o problema não é isto tar entregue a mafiosos e o Estado estar ao serviço de uma elite da tanga, segundo o PP o problema é a existência do próprio Estado em vários sectores da economia nacional... se ninguém rebater isto (coisa que ainda não vi)  é um argumento que vai fazer caminho.
Para além disso na geração dos 30 e abaixo não há só Boys (& Girls), há muita gente com capacidade, muitos executivos e quadros intermédios de empresas, gente que nunca se meteu muito na política, mas que se for mobilizada (e o PP começa a fazer isso um pouco, basta ver as suas últimas listas à AR) para o combate política serão uma força temível a ter em conta.

Face a isto, a Esquerda (e quem me disser que o PS, instituição, é Esquerda é porque ou é burro ou tem interesses escondidos... isto tá a ficar demasiado óbvio para se tolerar abébias) anda a dormir... O Bloco fez bem em propor uma comissão de inquérito para esclarecer esta embrulhada, aliás a melhor jogada do BE desde o início desta legislatura, mas é pouco.

É preciso perceber que estamos numa fase de fim de regime, o pântano que já dura 10 anos é insustentável, haverá mudanças drásticas quer queiramos quer não! E antes sejam mudanças que queremos do que as que nos forem impostas. O Caso Alegre vs Nobre é paradigmático das consequências de se fazer política sem estratégia, apenas navegando à vista. O Bloco tem de saber para que é que anda aqui?
- Para construir uma alternativa de regime?
- Para salvar o regime e reabilitá-lo?
- Para combater o PS ou influenciá-lo?
- Quer chegar sozinho ao poder, ou aliado a outras forças? Quais?
- Que compromissos está disposto a fazer?
- É para ser apenas força de resistência e protesto ou mais?
- Quer se construir como força com real implantação orgânica no terreno, ou ter uma política de intervenção social mais difusa?

É preciso dar respostas consequentes a estas questões e assumir os custos que qualquer delas têm. As respostas não são simples, nem lineares, mas tem de se defini-las.
O mínimo que se exige é a construção de um "Programa de salvação da República" com 5 a 10 pontos e o lançamento de uma convenção de regeneração da República que sirva de base a um programa de um Governo Popular de Salvação da Pátria, que leve a cabo mudanças estruturais na nossa economia-sociedade e que seja exemplo para aqueles que no resto da Europa também se movem neste campo.

Aliás já se fala por aí de "Pactos de Regime", em Espanha essa é a discussão do momento e cá também virá a ser. Que resposta daremos? "Não, porque é mau", sinceramente é preciso mais! Já está claro que golpadas à toa para obter alguns ganhos imediatos, tipo apoiar Alegre a um ano e meio das eleições, não vai dar em nada...

É com quase incredulidade que assisto ao facto da Esquerda (BE, PC e outros afins) ainda não se começarem a mover no sentido de construírem uma Alternativa de Regime... Parece que tá tudo a dormir... Não sei a que ponto será preciso chegar, mas, camaradas o espírito da coisa terá de ser este:


As Jornadas de 10 de Julho de 1792, evento decisivo da Revolução Francesa e da Modernidade


7 de Novembro de 1917, O Assalto do Palácio de Inverno, o evento mais marcante do século XX!


«Por muito menos rolou no cadafalso a cabeça de Luís XVI» Afonso Costa em discurso nas Cortes nos anos finais e decadentes do regime monárquico.


E olhem esta malta, Jacobinos e Bolsheviques, soube construir amplas alianças e fazer todo o tipo de compromissos, mas, lá está, tinham um rumo e estavam dispostos a TUDO para derrotar as trevas e fazer triunfar a Liberdade, Igualdade e Fraternidade! Para construir um mundo justo sem Senhores e Servos...

E nós? Há muito quem tenha uma certa filosofia que apelido de Nacional-Tótó, um cinismo misturado com senso comum básico e com horror ao sacrifício e a sujar as mãos, há uma música dos Beatles "You say you want a Revolution" que sintetiza bem essa postura. Este post que escrevi dá uma boa resposta, mas aconselho vivamente a visualização deste excerto de uma entrevista ao Zizeck sobre Robspierre e o Terror.



E para acabar aqui vos deixo com uma gravura da Revolução Francesa, a Liberdade lançando raios de Luz sobre o fanatismo e a ignorância.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

José Carvalho, Assassinado há 20 anos por um Bando Nazi



Justa Homenagem, em boa altura vem esta iniciativa... Só 5 euritos e com direito a bebida, a não perder... Abaixo segue o "press release" a explicar a iniciativa.

Vinte anos depois do assassinato, a APSR organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa. O encontro é na sexta-feira, 30 de Outubro, às 21h30 na Caixa Económica Operária, em Lisboa.

No dia 28 de Outubro de 1989, um grupo neonazi de cabeças-rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.

José Carvalho - o "Zé da Messa", como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil e quinhentos trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que organizaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.

Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975. Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.

Vinte anos depois, a Associação Política Socialista Revolucionária organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa.

A festa/concerto terá lugar no dia 30 de Outubro, na Caixa Económica Operária, em Lisboa, a partir das 21h30, com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Balanço com História

Aviso Prévio

Publiquei este texto como um post corrido, no entanto a formatação estava a dar cabo da cabeça, para além disso era longo demais para um post... Por isso está aqui o ficheiro em word (que contém as linkagens, tb n são muitas) e abaixo podem ler e sacar em pdf.


Entretanto deixei os Bonecos e os títulos e sempre fica um post mais agradável, quem se quiser rir e pensar um bocadinho sobre o assunto veja os ficheiros.





Para que é que isto serve?











Assim, este Balanço será focado nos problemas (não todos e a selecção é minha) e claramente construído de forma a melhor perspectivar o que teremos de fazer para ter um Bloco que seja catalizador e representante de um forte movimento popular capaz de impor as mudanças e as políticas que o País necessita pa responder à crise.













A Convenção Primeira





Análises e Caracterizações Germinais





L'ÉTAT C'EST MOI e a terra queimada













Heróis e Políticas




A Teia de Penélope






Em Conclusão








quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma análise "científica" e a Discussão Necessária

Antes de tirar grandes conclusões acho importante compreender bem o terreno do jogo... Aliás uma das coisas que mais me faz confusão são análises superficiais e pouco sérias dos problemas.  O Socialismo científico pode estar fora de moda, mas no mínimo devemos tentar fazer uma análise "científica" da realidade.


Aqui faço um parêntesis, coloco a palavra científico entre aspas, pois parece-me abusivo chamar científico a qualquer estudo da sociedade humana e sua evolução, isto porque é virtualmente impossível isolar problemas e sobre os problemas isolados fazer experiências controladas. Nesse sentido tb considero abusivo chamar-se ciências sociais à História, Antropologia, Sociologia e mesmo à economia... Mas como é o consenso, pelo menos do senso comum, utilizo o termo.
Em conclusão do parêntisis, ao fazer um balanço da nossa prestação eleitoral, ou em que campo da luta social for, devemos sempre proceder a uma análise sistemática, rigorosa com o máximo de informação possível, tentando perceber quais os factores mais determinantes para que o curso dos acontecimentos tenha sido o que foi e não outro.


Portanto, apresento vos aqui umas quantas tabelas e gráficos com alguma informação organizada referente às últimas eleições.
Basicamente o que fiz foi seleccionar 57 concelhos, todas as capitais de distrito e das regiões autónomas (menos Portalegre onde o BE n apresentou lista), concelhos das áreas metropolitanas/Distrito do Porto e Lisboa, Margem Sul e e mais um ou dois de Setúbal, vários em Santarém, vários no Algarve e em cada Distrito não mencionado (e que são os mais pequenos ou onde o BE goza menos implantação) mais um ou dois concelhos... A maior parte deles concelhos onde o Bloco teve grandes votações. Portanto esta não é uma lista de todos os conselhos onde o BE concorreu!!! Os critérios foram os que acima expus!
Ou seja, estão mais representados os Distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Santarém e Algarve, nos outros distritos está a capital de distrito e concelhos onde o BE obteve mt boas votações.
Para cada um dos concelhos comparei os resultados obtidos para a Câmara Municipal, eleitos para a Assembleia Municipal e eleitos para a Junta de Freguesia destas eleições (2009) com o das anteriores (2005) eleições autárquicas.


1 - Este Primeiro gráfico compara o resultado obtido pá Câmara nas Capitais de Distrito (ordenado pela que obteve maior votação para menor, nas eleições de 2009)







2 - Esta tabela acrescenta a informação dos mandatos obtidos.




3 - Aqui está a lista dos 57 concelhos agrupados por distrito.




4 - Aqui está a lista ordenada, do concelho onde se obteve maior votação para menor (na Câmara em 2009)




5 - Aqui está a lista ordenada, do concelho onde se subiu mais para o onde se desceu mais




6 - Aqui está o Gráfico e Tabela dos resultados no Distrito do Porto





7 - Aqui está o Gráfico e Tabela dos resultados no Distrito de Lisboa


(Aqui está o ficheiro excel se o quiserem! tem uns filtros, setinhas no cabeçalho da tabela que permitem seleccionar e ordenar a lista; se clicarem nas imagens vêm com maior detalhe, espero que curtam os rankings ehehehe)

Constatações
O Bloco nos Distritos do Porto e Lisboa desce em relação às últimas eleições (fora algumas excepções, como o próprio Concelho do Porto no Porto). Em Setúbal, Santarém, Coimbra e Algarve os resultados são mais positivos (embora haja subidas e descidas).
Nos locais onde o Bloco já se encontra implantado desce, mantém e há poucas subidas. O Bloco ganha mais nos locais onde nunca antes tinha concorrido, aliás se não fosse o facto de ter concorrido a muito mais conselhos e freguesias teria obtido resultados globais inferiores aos de 2005.
Não se tratou do concelho de Lisboa, ou do Distrito, os resultados obtidos demonstram um recuo nas zonas onde já temos implantação, a questão não é "temos muito a aprender e a caminhar", é mais, estamos a andar para trás e a desaprender!
Ou seja, não foi apenas um resultado abaixo das expectativas, foi um resultado inferior ao de 2005 nas áreas onde já tínhamos presença autárquica (estou a falar da tendência dominante, da regra).

Logo, um balanço como este feito no Esquerda, é claramente insuficiente face aos dados em presença.


Discussão Necessária


Para mim isto é revelador não apenas do trabalho autárquico, mas da própria estratégia seguida e de várias escolhas que a Direcção tem vindo a tomar desde o início do Bloco. Certas ou erradas (lá chegaremos a seu tempo) todas as escolhas têm custos e toda a táctica e estratégia têm de ser revistas de quando em quando face à alteração do ambiente em que nos movemos (até em virtude das nossas bem sucedidas acções).


Tal como disse aqui dias antes do resultado das legislativas...


muito do eleitorado que vai votar nele assim o fará por INCOMPETÊNCIA E PRECONCEITO da Direcção do BE, a ver vamos se ele não consegue ser a 3ª força política, se o conseguir haverá responsáveis e a causa não será (como alguns básicos armados em pseudo intelectuais da tanga irão dizer) o povo ser estúpido.


Pois é, muito bom militante(e até dirigente!!) culpa o povo e não as escolhas erradas do Movimento/Partido na altura de analisar os resultados. Essa atitude é equivalente a fugir para um beco sem saída!
A questão é: como temos agido obtivemos estes resultados (e os das Europeias e das legislativas que não foram nada maus), a agir da mesma maneira quais serão no futuro? Inclusive nas legislativas, presidenciais ou europeias? (sim pq nas autárquicas a seguir o mesmo rumo o resultado será obviamente ainda pior).

Mais, podemos inventar as desculpas que quisermos, que somos mt coerentes e blá blá blá... mas a questão permanece, face ao desafio que tínhamos pela frente agimos da melhor maneira? Tudo o que foi feito estava correcto? Com diferentes escolhas poderíamos ter atingido diferentes resultados?


Quanto a mim é necessária uma nova análise do país e do mundo, daí retirar uma nova estratégia geral que enquadrará novas políticas:
- para todos os sectores a organizar;
- para as necessárias convergências a realizar;
- para ir dando a mais adequada resposta aos interessantíssimos eventos que iremos assistir no plano Políticó-Social.


Digo-vos mais, para mim essa discussão deveria ter culminado na V Convenção do Bloco (logo a seguir às presidenciais de 2005), não aconteceu. Em 2006, ainda em boa hora, foi lançada a discussão acerca do "Rumo Estratégico", que depois ficou em "águas de bacalhau"...


OU AGORA TEMOS ESSA DISCUSSÃO E SE ESTABELECEM NOVOS PLANOS, OU A CONTINUAR O MESMO CAMINHO O DESTINO É O ABISMO


Escutem bem, posso me enganar, mas não afirmo nada, repito, nada, de forma gratuita...
E relembro, independentemente de saber se as escolhas passadas foram correctas ou erradas, importa perceber se daqui para a frente serão as mais adequadas!


Felizmente o debate já começou!!! Agora só pode, só tem, de prosseguir!


Estamos longe de novos confrontos eleitorais em que o partido esteja envolvido e num momento em que o Bloco sai politicamente reforçado deste circulo eleitoral, apesar dos resultados das autárquicas que levantam muitas questões sobre a estratégia seguida pelo Bloco (eles são um preocupante retrato do trabalho do partido no terreno). Mas o Bloco tem pela frente um novo momento, com um governo minoritário e uma crise social e económica. Não pode adiar mais um debate que seja. 



Este problema é o da redução da vida partidária à vida parlamentar, da comunicação política ao espaço mediático dominante, das bases e dos meios da militância (mais ou menos partidarizada) a um núcleo dirigente e seus assessores. Este núcleo dirigente e seus assessores, cuja generosidade e competência não está em causa (como não esteve, nunca, nas críticas feitas à direcção do PCP por alguns dos seus críticos internos), detém demasiado poder para um partido que pretende reinventar democraticamente as formas de fazer política. 


Que o Bloco tem muito que aprender já se sabe, já muitos o vieram dizer. Espero que este debate que se tem gerado, por apoiantes e opositores, em torno deste fracasso eleitoral do Bloco, venha de facto contribuir para relembrar em militantes e simpatizantes, mas sobretudo, naqueles que dirigem este partido, que nada disto são favas contadas, que importa pensar todos os dias se a estratégia seguida se adequa ou não, refazê-la quando for preciso, e ouvir sem preconceitos quem queira contribuir.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Parabéns Cascais! Resultados Distritais (n foi só no conselho...)

Um bocado nesta linha, antes de mais saudar o único conselho da Grande Lisboa (a norte do tejo) em que o BE reforçou a sua votação, CASCAIS.
No último dia de campanha, 8 de Outubro, fui até ao Fim do Mundo, bairro que fica à entrada de S. João do Estoril de quem vem da A5.
Recentemente no Bairro foi construído/melhorado uma igreja (Católica) e centro paroquial com creche e outras instalações, com dinheiros da República, é claro. O problema é que as pessoas do Bairro n arranjam lugar na creche, não há vagas pós putos... já tá tudo preenchido...
Este problema foi o mote pa um teatrinho que decorreu no próprio bairro...





Não foi uma acção de massas, mas para além de haver o potencial para isso, não deixou de envolver os locais e de passar a mensagem do BE a mt gente e da q mais precisa... Foi mais do q os activistas do costume a fazer performances pá televisão, ou coisas no género... Aqui houve envolvimento real com a população e focou-se um problema mt específico apartir do qual mt mais pode ser dito...
Nestes 10 anos de existência pq é q o Bloco nunca fez um comício a sério na Cova da Moura? ou noutros bairros estigmatizados, Porquê? Nada me parece mais frutífero e necessário... 

Também de Cascais não resisto a colocar as fotos da "arruada" pelo Paredão... Também é preciso e foi simbolicamente importante.



Em seguida coloco gráfico e tabela com comparação dos resultados desta eleição e da de 2005, na tabela está incluído o resultado para a Câmara e o número de eleitos (por conselho) para a Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.








Só Cascais sobe, na Azambuja n houve lista em 2005... É verdade que a a gestão feita pelo BE do caso "Sá Fernades-Acordo (ou GOLPADA) de Lisboa" não foi a melhor... e aí devo dizer que não há, repito, não há inocentes e que a forma como o Bloco decidiu gerir o processo não foi a melhor (era pa cortar logo, ou apostar... mas enfim...). No entanto essa é apenas uma pequena parte da explicação, é que isso não explica como em todo o distrito, com ou sem pressão do voto útil, em diferentes contextos locais, os resultados do BE foram sistematicamente inferiores aos das AUTÁRQUICAS de 2005. Excepção CASCAIS. E sabem que mais, não foi só no Distrito de Lisboa. Em regra, os resultados do BE nos locais onde já estava implantado (Grandes cidades e Arredores)  foi manter ou descer... No Porto bem vistas as coisas, o resultado até foi dos mais positivos... O Bloco só consegue uma subida marginal pq apresenta novas candidaturas em 50 conselhos (ou à volta disso)... É positivo este aumento em extensão, mas em intensidade está a diminuir...

Basicamente, "Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto" , e honra seja feita a quem lançou a primeira pedra, mas tem que se ir bem mais fundo, aqui e aqui já estão algumas pistas... Nesta passagem Daniel ainda coloca um bom ponto...
Mas estas não são, longe disso, as primeiras eleições em que o Bloco se confronta com a pressão do voto útil. E tem conseguido resistir. A razão porque o apelo ao voto útil desta vez funcionou no núcleo duro do eleitorado do Bloco e não apenas nas suas franjas é não ter sido dada nenhuma razão para que o voto ali se mantivesse.

Que perceba que esse apelo só foi muito mais eficaz desta vez porque o eleitorado não conseguiu perceber a estratégia do Bloco. Fui falando com muitas pessoas, daquelas que votam sempre no Bloco, e foi isso que fui ouvindo: perante a pressão do voto útil precisavam de compreender o que queria o Bloco fazer com o seu voto em Lisboa. E não percebiam. E entre essa incompreensão e a “utilidade” do voto em Costa escolheram a segunda. Não é nada difícil de compreender.

Voltando a Cascais (e à acção de 2001 de que falei neste post), sobretudo é preciso aprender com o que de bom vamos fazendo e isso é que tem de ser o eixo da nossa política... mAS as Cenas fixes nunCa gostaM... Pá n pode ser.
Há uma revisão/definição Estratégica a fazer e é AGORA.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Porto, Autárquicas 2009



Começo por confessar um "pecado", de lesa majestade!!! Não conheço o Porto... tive lá umas quantas vezes, mas sempre de passagem ou pa reuniões, fui uma vez ao Palácio de Cristal e pouco mais conheço da cidade para além da estação de Campanhã...

Bom, de qq das formas, vendo à distância, parece-me q a campanha no Porto tá BRUTAL, sempre que oiço o JT Lopes a falar parece-me mt bem e hoje no Debate tb foi à matador, nem consigo ver como é que ele poderia ter feito melhor (o q é um elogio pouco usual, pelo menos vindo da minha parte...). Os temas abordados e a Estratégia seguida (Focar na Pobreza, Desemprego, Exclusão e retirar a maioria ao RRio, com uma beca de cultura pelo meio) parece-me mt adequada!
Aliás o cartaz acima tem uma mensagem forte, clara e mt acertada para o contexto político da Cidade Inbicta.
(Para o Porto... já pó país não serviu, uma vez q era impossível Sócrates repetir a maioria absoluta, era uma questão que não se punha!!!! a n ser na cabeça dos dirigentes do BE...).

"E o que lhe acontece é que alguém a está a vender. Da pedra à dignidade, Rui quer ir embora com o maior botim possível, o pirata, o maroto... Rui não gosta de nós, Rui gosta dele. Rui gosta de negócios. Rui finge, mas finge mal.
Rui faz um negócio com o grupo Pestana para oferecer o Palácio do Freixo.

Dizem ao Rui que vive lá gente à beira, são ciganos, parece. Tirem-nos de lá. Mas eles vivem há mais de 20 anos. Nem sabia disso, o Rui, nem quer saber. O negócio está feito. Vá lá, não fosse a dignidade daquela "ciganagem" e tinham ficado no meio da rua. Ainda bem que vale a pena lutar. E foi dura a luta. Porque se pediu diálogo, Rui tapou os ouvidos. Porque se pediram casas, Rui trouxe a polícia. Rui e a sua amiga Matilde ficaram zangados, chamaram-nos "agitadores" e nem se deram conta que nos elogiaram. Porque eles não sabem que agitador é uma pessoa que tem a coragem e o altruísmo de agitar a consciência das pessoas para que renasça nelas a dignidade. Mas eles zangaram-se porque nós, as pessoas que lá estavam éramos os do Rivoli, éramos os do Bolhão, somos os dos jardins e somos mais, temos de ser mais."

 Ganda texto no Esquerda do Ricardo aka Riça
 
Agora, tal como (e mt bem) vi no Facebook do BE pelo Porto, nada está garantido ála mandar sms´s e e-mails e o diabo a 4 por esses 4 ventos...
 
Continuando com o texto do Riça,
 
"Assim anda o Porto a esquecer, no meio do turismo cor-de-rosa, essas tantas lutas, essa tanta dignidade de um povo que sente o que é seu, essa História imortal que não é contada nem lembrada a quem visita a cidade. Assim anda o Porto às turras consigo mesmo tentando perceber o que lhe está a acontecer. "
 
É que este parágrafo vem mm a calhar pa uma pequena homenagem à malta do BE Porto e toda a gente q quer um Porto Justo, Solidário, Inclusivo, Fraterno, Moderno e Combativo... e já agora pós q não sendo do Porto compreendem que apenas com um Porto assim é possível um Portugal tb +- assim (sim pq Portugal nunca à de ser como o Porto, ou como Lisboa e ainda bem).
 


Imagem durante o Cerco do Porto, nas Guerras Liberais (mais de um ano, decisivo na vitória dos Liberais).
 

Gravuras do 31 de Janeiro de 1891, tentativa de Instauração da República, o Porto adianta-se em quase 20 anos ao país (ou a Lisboa, vá...).
 

Fotos da Revolta de 3 de fevereiro de 1927, a mais séria tentativa para reverter o Golpe Militar de 28 de Maio (que desembocaria no Estado Novo...).
 
E acabo, lá está, com Riça,
 
"Que nos lembremos do que aqui ficou escrito e do muito que ficou por escrever, dessa história que fazemos. Rio não, carago! Rio não pode ser. Se Rio fica mais quatro anos corremos sérios riscos de deixar uma enorme ferida crescer na nossa cidade. Rio demonstrou desprezo pelas pessoas dos bairros, Rio mostrou desprezo pelo nosso Património, Rio mostrou desprezo pelo associativismo. Rio não é o Porto, o Porto somos nós!"
 
PS - Em Lisboa n é q a malta tb n se esteja a mexer, mas falta a estratégia estruturada que se tá seguir no Porto (q não sei se foi assumida explicita ou implicitamente, mas vejo aplicada na prática no Porto, talvez venha tb na sequência de outros combates...no fundo como quase sempre há de ser uma mistura disto tudo) e um... um... um pouco mais de "rasgo"... Essas duas coisas faltam aqui...
E se o Porto é necessário pa um país mais Justo e Blá. blá, blá... O q dá vontade de dizer pá malta é que sem Lisboa é q n vamos mesmo a lado nenhum!!! Não é que Lisboa seja o país e o resto paisagem (até já foi mais...), mas... é a grande metrópole cosmopolita (e já o era antes do Afonso Henriques a ter conquistado aos Mouros... à poix é bébé) e a Capital de um estado que sempre foi mt centralista (o q n é necessáriamente mau, mm pó país, olhem pá França, bem lá ainda é mais claro, é que em França nem há um "Porto"...).
Conclusão deste longo PS, malta de Lx, olhem pó Porto e pá Província e mexam-se, sobretudo melhor!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lisboa, Autárquicas 2009


LISBOA, a campanha não está perfeita, mas tem tido bastante dinâmica... Muitas acções, bom comício no Teatro Villaret e propostas certeiras (embora ontem no debate o Fazenda pudesse ter falado mais um bocado no "prós e contras", nomeadamente sobre a prioridade máxima pa Lisboa... o Plano Especial de Reabilitação).



A foto acima (e este video) são de uma acção realizada exactamente para chamar atenção pá prioridade absoluta para LISBOA (como aqui já referi!!!), um plano de reabilitação geral da zona urbana, nomeadamente a histórica (mas n só), tendo como objectivo primeiro a re-ocupação da cidade (lisboa tem perdido centenas de milhar de habitantes nos últimos 30 anos)  por jovens e tod@s mais que queiram vir para o centro e não podem devido aos preços exorbitantes e falta de condições. Esse repovoamento por si só irá arrastar uma data de outras "externalidades" positivas (como possibilitar um sistema de transportes mais sustentável, ou o uso mais eficiente de uma data de equipamentos sociais que existem na cidade e estão desaproveitados por falta de gente...).


Mas, como diz o BE, este plano especial de reabilitação não pode ser responsabilidade apenas da câmara (tem de ser um esforço Nacional, q tb abranja os centros de outras cidades) e não é só pa habitação... pequeno comércio, empresas culturais, empresas de software e programação (novas tecnologias ligadas a código e n tanto hardware, dá me ideia q estas últimas precisam de condições que um "estúdio" por melhor q seja não consegue dar... digo eu...), centros culturais e de convívio, hostels e residências baratas, Repúblicas pa Estudantes, Residências, etc...

Aliás em termos de políticas pá cidade esta campanha tá mt mais focada que as do "Zé", algumas coisas fazem-me lembrar a campanha de Miguel Portas em 2001... A melhor campanha que (pelo menos da parte dos jovens de Lx) fizémos... Dessa vez, além de pintar a fachada (e com mt gente q ia passando, é q a casa que escolhemos Ocupar pá acção ficava em frente á faculdade de Belas Artes), ocupámos de facto uma casa numa acção que durou três dias... Limpámos a casa toda, organizámos a pintura da fachada, alguns retoques e nessa casa fizémos um debate sobre políticas pá cidade (a abarrotar) e uma festa, uma mega-festa!!! O nosso plano era mais ambicioso, mas por uma série de razões, ficou por aí. O que já não foi mau... Muita gente veio ter comigo (e outros q organizaram a acção) com conversas do tipo "É por isto que sou do Bloco", ou mais do tipo "tou a ver que os jovens decidiram salvar a campanha do Miguel"...

É verdade que ele (Miguel Portas) não foi eleito (estas foram prái as terceiras eleições da história do BE), aliás estas foram as eleições que provocaram um terramoto político, onde o PS levou uma abada monumental, de tal forma que Guterres de demitiu e partimos para eleições legislativas antecipadas (foi o fim simbólico da década da abundância em Portugal...).
Na altura o Coro de comentadores do regime apressou-se a concluir que o Bloco iria em breve desaparecer, a vontade popular foi diferente, o Bloco foi a única força de esquerda que cresceu nessas eleições acrescentando um terceiro deputado (pelo Porto), aos dois que tinha obtido por Lx nas primeiras eleições legislativas a que concorreu (em 2001 manteve esses dois).



Esta foto foi tirada de um terraço/varanda existente no primeiro andar da casa (já agora, fica na Rua Ivens e neste momento estão lá em obras, mantiveram a fachada e o resto estão a fazer de novo, portanto este Terraço já n existe...), infelizmente não tenho fotos desta acção, mas no video dos 10 anos do Bloco  (aos 50 segundos do video linkado) aparecem algumas imagens desta acção (da parte em q távamos a dar uma limpeza e a pintar), é usada para ilustrar algum "Freakismo" existente no BE à data...
Bem, "Freakes" são as propostas do BE do último Programa Eleitoral tipo "acabar com os Rodeos", esta acção foi uma demonstração prática de como é possível fazer diferente, mobilizou imensa gente (q pa simplesmente distribuir panfletos n tinha paciência, pode-se culpá-los?...) e galvanizou muito mais. Em torno daquilo que é a prioridade mais necessária, urgente e SÉRIA para Lisboa...
Ou seja, um dos caminhos a seguir é certamente recuperar este tipo de intervenções, mas de forma ainda mais consequente.

"Quando analisamos uma coisa, devemos atender à sua essência, considerando as aparências apenas como o guia que nos leva até à porta. Uma vez transposta essa porta, há que aprender a essência das coisas. Eis o único método de análise seguro e científico"
MAO, Uma Faísca pode incendiar a pradaria, 5 de janeiro de 1930



Voltando às Autárquicas de 2009 e alargando a análise para além de Lisboa Cidade, uma coisa a destacar é a juventude dos candidatos e activistas do BE no terreno, outra é a abrangência nacional da campanha, não é que o BE tenha candidatos em todas as Freguesias (nem acredito que algum partido tenha candidato a todas as freguesias... aliás, sei que não, pq em várias existe apenas uma lista), mas já dispõe de candidaturas com impacto não apenas em Lisboa e Porto.
Muito significativa é a força crescente que tem em Cidades de média e pequena dimensão (em Portugal Grandes só Lx e Porto, e já é a esticar...) e se é certo que continua a ser um projecto com força sobretudo nas Cidades (o que faz todo o sentido Histórico, bem isto dava uma ganda conversa...) tb já penetra em zonas rurais.

Portanto Juventude (esta é apenas uma de muitas reportagens sobre "candidatos e listas Jovens" o engraçado é que até agora nos vários orgãos de comunicação social que apanhei, todas estas reportagens focam listas do BE... é que não foi nem uma, nem duas que já vi...) e Abrangência Nacional: desde os arrabaldes da Capital Oeiras, Cascais ou Sintra (todos com Juventude à Cabeça) até à Provincía, Nazaré (mt, mt dinâmica, sim Sr), Vila Nova de Famalicão e Penedondo... São alguns exemplos desta Juventude e implantação Nacional (entre muitos!).

Balanço e Perspectivas e O que Fazer, são questões para depois de dia 11 (com algumas dicas pelo meio, olhem esta é do mais elementar bom senso), para já e para tod@s que estão envolvidos nesta campanha, em Lisboa ou na Província, nas Cidades ou nos Campos, Homens e Mulheres, Jovens e Dinossauros, para tod@s

AQUELE ABRAÇO!!!



PS - Já agora, Parabéns ao Rio! Parabéns Brasil! Parabéns pelos Jogos Olímpicos e tudo! O Mundo bem vai precisar de um Brasil confiante nas suas forças e inspirado na sua diversidade...