domingo, 26 de julho de 2009

Joana Amaral Dias, um serviço prestado à República


De Jezebel a Rute? Axo q sim...

Este episódio, da tentativa de OPA sobre a Joana Amaral Dias, é bem revelador de como é vista a política e a República pelo grosso do Partido Socialista... Aliás, pouco depois de à uns anos a JAD ter apoiado o Soares, a conversar no Bairro com um tipo da JS, ele às tantas vira-se pa mim e diz: "pois, mas vocês puseram a Joana em Santarém... assim ela n era eleita... estavam à espera do q?", ou seja a política faz-se para acumular tachos e benesses, fiquei chocado... e disse "se é esse o tipo de raciocínios q a levaram a apoiar o Soares, fiquem com ela, n precisamos de oportunistas"...

Aliás ao tempo defendi que ela deveria ter sido imediatamente demitida da mesa nacional e n ser re-eleita, aliás na V convenção (antes desta última, a VI), já depois de ter apoiado o Soares contra o Louçã, nas costas do BE(n avisou e discutiu o assunto nos orgãos próprios), a JAD foi re-eleita para a mesa!!! Como é possível ter se confiança política numa pessoa, para ocupar lugar no órgão central do movimento, entre convenções, depois daquela atitude?
Bem, n foi na V, foi na VI (pa n ser tão a quente...)... Para além disso nunca mais foi candidata de relevo do BE a cargo algum...

O BE acabou por, vá lá, dar algum exemplo e, verdade seja dita, a JAD comportou-se, e tem-se comportado, com dignidade. Aliás, já antes desta polémica tinha chegado a essa conclusão...
A mulher foi posta um bocado na prateleira (e como disse até devia ter sido posta de forma mais explicita...), ou "em pousio"... e o que é facto é que de então para cá ela n tem claudicado (e n acredito q estes tenham sido os primeiros convites deste género q ela teve), mais, nas poucas vezes que a vi em debates ou entrevistas geralmente safa-se bem. È mt clara, directa e correcta no que diz, tem capacidades para vir a ter um papel relevante na agitação e mobilização das massas (tou a falar a sério!).

A denúncia de Louçã só foi possível pq Joana se mostrou, afinal, bem mais Rute que Jezebel! Foi um serviço prestado à República. Mais, Joana Amaral Dias torna-se uma forte reserva estratégica do BE para futuros combates!
Básicamente, o "pousio" serviu (e deve servir) não como ante-câmara de uma expulsão ou apagamento, mas como hipotese de "reconstrução" da confiança política entre militantes e partido/movimento.


PS - Bem, tb é uma prova da sua lucidez, se aceita-se agora estes convites ficaria queimada pa sempre no BE (e eu seria dos primeiros a salivar enquanto se atirava a sua esfinge pá fogueira) e a troco de quê? De um lugar de deputada por um partido que será arrasado em Setembro? Ir agora atrelar-se ao Barco Socratista em pleno naufrágio seria uma absoluta estupidez... mesquinha e pequenina. Ainda bem para ela, e para o BE (embora menos), que n foi essa a sua decisão.
Ficando no BE o seu futuro político poderá ser não apenas mais limpo, mas também bem mais destacado. Claro que isso depende dela... veremos o q acontece nos próximos capítulos...

4 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Pois... vamos a ver como vos mordem os chamados votos úteis! E não vale a pena exaltar tanto a tal JAD, pois não passa de um símbolo do estilo Berlusconi, enfim, uma típica bloqueira: demagogia, falar sem saber e sobretudo sem arcar com qualquer tipo de responsabilidade. Lixo burguês, disfarçado de neo-trotsquismo de sarjeta.

Luis Rocha disse...

CGTP apela à solidariedade internacionalista!
Solidariedade com os trabalhadores e o povo das Honduras

Dia 28 de Julho, pelas 19H00
frente ao Consulado das Honduras
em Lisboa (Praça do Rossio, Nº 45)

A CGTP-IN, solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo hondurenhos, considera que os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face às inaceitáveis violações dos direitos humanos e da soberania do povo das Honduras.
A acção da CGTP-IN, no plano internacional, rege-se por um conjunto de princípios e valores fundamentais, onde se inscreve a solidariedade com os trabalhadores e povos que, pelo mundo, lutam contra a exploração e a opressão ou a agressão imperialista, pela justiça e pelo progresso, pela democracia, pela independência, pela paz.

Razão porque, desde a primeira hora, a CGTP-IN tomou posição pública de firme repúdio do criminoso golpe militar que, no passado dia 28 de Junho, ocorreu nas Honduras, sequestrando e expulsando do país o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya.

Um golpe perpetrado com o apoio da extrema-direita e dos sectores mais reaccionários das Honduras, receosos dos resultados da consulta popular convocada pelo presidente Zelaya para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que viesse a plasmar, na Constituição, as mudanças democráticas que têm vindo a ter lugar.

Seguiu-se o decretar do Estado de Sítio, a militarização e o controlo das principais cidades, a investida violenta face à resposta popular, a censura mediática, a repressão sobre os trabalhadores, os sindicatos e movimentos sociais e populares, tendo já havido numerosas detenções e mortes que têm sido denunciadas por entidades de defesa dos direitos humanos.

Para travar este brutal esmagamento da esperança do povo hondurenho, está a consolidar-se uma grande resistência popular neste país centro americano, apesar da forte vigilância e repressão dos golpistas. Diariamente, as manifestações populares sucedem-se por todo o país, tendo sido convocada uma greve geral e lançado um apelo à comunidade internacional para se solidarizar com o povo das Honduras e mostrar com veemência o seu repúdio da ditadura e da brutal repressão iniciada desde o golpe militar.

A CGTP-IN, solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo hondurenhos, considera que os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face a estas inaceitáveis violações dos direitos humanos e da soberania do povo das Honduras.

Assim, apelamos às estruturas sindicais, em particular dos Distritos de Lisboa e Setúbal, para que mobilizem os trabalhadores e participem neste acto de protesto que a CGTP-IN promove, em conjunto com um amplo grupo de pessoas e entidades, no próximo dia 28 de Julho, pelas 19H00, frente ao Consulado das Honduras em Lisboa (Praça do Rossio, Nº 45).

Pelo restabelecimento da democracia, sem derramamento de sangue!

Pelo fim da repressão contra o povo das Honduras!

Pelo direito dos povos a decidirem o seu destino!

Graciete Cruz

Comissão Executiva da CGTP-IN
http://cgtp.pt//index.php?option=com_content&task=view&id=1397&Itemid=1

Francisco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Francisco disse...

Olha Nuno, a única coisa q fizes-te foi insultar e adjectivar. Os críticas e comentários são mais q bem vindas, mas minimamente sustentadas... Só n apago o teu comentário para que tod@s possam ver o tipo de argumentação utilizado por personagens como tu.

Até poderia discutir este assunto, q tem mt q se lhe diga ctg de forma séria, mas para te responder o q apetece é dizer:
"Cala-te lá ò vassalo socretista, à espera das migalhas do orçamento de estado pá engorda... A tua argumentação política é inspirada nos odores que saem da sarjeta... Vergonha na cara depois de tudo o que Sócrates e este Governo fez à República era coisa q deviam ter... Mas n, o Eça é que descreveu bem personagens como a tua e o resto do gang de oportunistas socretinos".

Os ventos já sopram e a tempestade não deixará nada de pé...