domingo, 9 de março de 2008

Obama e a Palestina: o homem que não vai mudar coisa nenhuma



Já alguns jornalistas independentes americanos andavam a avisar que Barack Obama parecia ter um ponto fraco na sua falta de entusiasmo na defesa do apartheid israelita. Recentemente o candidato fez uma afirmação que é um verdadeiro crime de lesa-pátria para o lobby sionista:


"Penso que há uma corrente entre a comunidade pró-Israel que diz que quem não adopte em relação a Israel uma inabalável atitude pró-Likud então é anti-Israel e essa não pode ser a medida da nossa amizade com Israel. Se não podemos ter um diálogo honesto sobre como atingir estes objectivos, então não haverá progresso."

Mas a bem da elegibilidade o candidato não tardou a emendar a mão. Numa entrevista recente clarifica o seu ponto de vista: levará para a Casa Branca "um compromisso inabalável com a segurança de Israel", algo que aliás faz parte de um monolítico e "forte consenso bi-partidário" ao qual o candidato se orgulha de pertencer. O consenso já tem barbas mas Obama explica novamente para mostrar que estudou bem a lição: "Israel tem que ter confiança numa liderança palestiniana comprometida com a paz e capaz de honrar esse compromisso". Ou seja, Israel pode anexar e sequear os territórios palestinianos e ainda exigir que os dirigentes palestinianos se portem como capachos. É assim um presidente em construção.

1 comentário:

atanásio disse...

eu tenho alguma dificuldade em perceber algum entusiasmo que vejo na esquerda (em várias esquerdas) com obama... p.ex. o daniel oliveira.
claro q eu estou pelo senhor, dadas as alternativas (ou melhor estou pelo nader, q la vai ter 1% outra vez), mas isto numa atitude de "o salazar era melhor que o hitler".
O facto de ele ter sido contra o Iraque, não me assegura nada sobre Israel, Irão, apoios a Arábias Sauditas e afins, espezinhamento dos países pobres na OMC, ambiente, etc... etc...